O governo do Estado inaugurou nesta sexta-feira (20), o raio 6 da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A estrutura de mais de 1.500 metros² teve custo de R$ 9,7 milhões e vai aumentar a capacidade da unidade para mais 432 vagas, reduzindo o déficit carcerário.
“Um sistema altamente moderno, eficiente, seguro e diminui muito a exigência de agentes prisionais para a execução do trabalho operacional no dia a dia. Nós estamos muito felizes, agradeço a todos que estão nos ajudando”, disse o governador Mauro Mendes (DEM) durante a cerimônia de inauguração.
“Estamos fazendo isso, porque estamos convencidos de que se queremos segurança lá fora, o Estado tem que dominar o presídio aqui dentro. Sabemos que durante muitos anos essas unidades foram dominadas por algumas facções criminosas, então estamos fazendo isso, um investimento importante e que vai trazer dignidade também para os nossos reeducandos. É um investimento estratégico, que vai melhorar a segurança lá fora, a partir do momento que o Estado controla o que acontece aqui dentro”, completou.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, esteve presente no evento e destacou que o governo tem defendido a necessidade de busca da eficiência e inovação na administração pública.
“Viemos hoje a Mato Grosso conhecer esse modelo, que de um lado inova e de um outro lado busca essa eficiência almejada, a fim de trazer a segurança pública efetiva para o cidadão, como o próprio governador apontou. Queria registrar que nós estamos aqui para conhecer essas inovações e a partir delas buscar trazer um possível parâmetro para todo o território nacional”, pontuou.
A obra
Orçada em R$ 9,7 milhões, a obra é um dos itens para cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e OAB. A construção foi montada por meio de um sistema de pré-moldado e prevê a instalação de portas e travas automatizadas, além de câmeras de monitoramento em cada cela, que inclusive já estão instaladas.
Toda a mão de obra foi feita por cerca de 70 recuperandos da unidade penitenciária. Além disso, o baixo custo operacional com a tecnologia empregada proporcionará a atuação de menos policiais penais e, mesmo assim, mantendo o alto nível de produtividade.
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