O promotor de Justiça, Marcos Regenold pediu afastamento temporário das funções que exerce no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O pedido de afastamento foi deferido nesta sexta-feira (23), pelo procurador geral de Justiça, Paulo Prado.
Na última terça-feira (20) casa do promotor e seu gabinete foram alvos da busca e apreensão da Polícia Federal, na quinta fase da operação Ararath.
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Conforme o MP medida visa assegurar imparcialidade, transparência e impessoalidade na apuração dos fatos referentes a operação. Consta na decisão do procurador-geral de Justiça, encaminhamento à Corregedoria Geral do Ministério Público para que sejam adotadas as medidas para apuração dos fatos em toda à sua extensão.
A determinação para a investigação contra Regenold partiu do Superior Tribunal Federal (STF) por conta da estreita ligação que manteve com o ex-secretário de Estado Éder Moraes (PMDB), preso durante a operação.
Na decisão que permitiu a busca e apreensão na casa do promotor, o ministro Dias Toffoli cita duas conversa de Éder com o Regenold, que sugerem uma relação espúria.
Na primeira parece cobrar do promotor explicação do motivo da medida (busca e apreensão) e parece tentar coordenar-se sobre a presença de prova documental no local.
Na segunda conversa, feita por mensagem de texto no celular, o promotor teria dado claros sinais de estar atuando junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Departamento de Polícia Federal (DPF) em favor de Éder e sinaliza com orientação sobre o depoimento que este prestaria ao Ministério Público do Estado.
Em seguida o promotor divulgou nota em que afirma ter sido procurado pelo ex-secretário para ser um dos delatores do caso.
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