O presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), comunicou em plenário a suspensão da sessão extraordinária que votaria o processo de cassação do vereador João Emanuel (PSD) por quebra de decoro parlamentar. Pinheiro ironizou a decisão da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que classificou de "ideia brilhante (da desembargadora)" e garantiu que irá a Brasília protocolar uma representação contra a magistrada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“Essa desembargadora chega aos 48 (minutos) do segundo tempo e toma uma decisão dessa para suspender os trabalhos desta Casa. É com muita tristeza que vamos acatar esta decisão. Quero comunicar a todos os pares que esta Mesa Diretora entrará com uma representação contra esta desembargadora no CNJ. Faço questão de ir pessoalmente e protocolar isso. Já pedi ao presidente do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, que receba esta Casa de Leis, hoje (terça-feira) à tarde. Quero pedir ao presidente do Tribunal de Justiça, que a sessão de cassação seja feita lá dentro do Tribunal com a participação desta desembargadora”, desabafou Pinheiro.
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Pouco antes do pronunciamento de Pinheiro, o presidente da Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Toninho de Souza (PSD), convocou o presidente da Casa para irem até o Tribunal de Justiça e cobrar explicações sobre a anulação da sessão que poderia cassar o vereador João Emanuel (PSD), acusado.
“A Câmara está trabalhando de maneira correta. Quem deve explicações ao povo é o TJ”, disse Toninho de Souza, que deve ainda hoje ir até a presidência do Tribunal, junto com Pinheiro. A sessão foi anulada após concessão de liminar da desembargadora Maria Aparecida Guedes, que entendeu que o vereador João Emanuel teve o direito de defesa cerceado.
Classificando o que a magistrada motivou "chacota na cidade", o presidente Julio Pinheiro reforçou denúncia no CNJ contra a desembargadora. “O que aconteceu nesta manhã aqui na Câmara é uma chacota anunciada, que está sendo zombada na cidade. Eu já marquei uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça (Orlando Perri) e essa sessão vai acontecer nem que seja dentro do TJ, com a própria desembargadora dentro acompanhando e vendo de perto que não faltou lisura no processo”, disse Pinheiro.
CONFIRA FALA DE JÚLIO PINHEIRO NA ÍNTEGRA:
VÍDEO
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) entregou à defesa do vereador vídeo da operação "Aprendiz" e num prazo de cinco dias os advogados devem apresentar defesa, já que na liminar expedida, a desembargadora Maria Aparecida Guedes afirma que os advogados não haviam recebido o vídeo para poder se defender. “Eles tem cinco dias para apresentar defesa”, disse o vereador Faissal, que garante novamente analisar o relatório anulado pela desembargadora.
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Cidadã 16/04/2014
Como cidadã aguardo o fim do julgamento e a provável cassação do vereador João Emanuel. Mas é necessário compostura por parte do presidente da câmara de vereadores na condução dos trabalhos. O poder judiciário foi instado a manifestar-se e o assim o fez (diga-se se o procedimento da câmara estivesse regular, dificilmente seria concedida liminar). Compostura ao se referir a uma desembargadora que nada mais faz que o seu trabalho.
Carlos Lira 15/04/2014
Quer mais ironico do que Júlio Pinheiro. agora o vereador extrapolou ao querer enfrentar o judiciário, premissa judicial: decisão da justiça, cumpra-se
2 comentários