No último domingo (15), Cuiabá elegeu duas mulheres à Câmara de Vereadores, a professora Edna Sampaio (PT) e a jornalista Michelly Alencar (DEM). Desde a eleição de 2012, o parlamento municipal não possuía nenhuma mulher eleita. Ao HNT, as vereadoras comemoraram a conquista história e relataram as dificuldades que as mulheres ainda enfrentam no dia a dia.
Única vereadora eleita pelo Partidos dos Trabalhadores, Edna ressalta que as mulheres possuem uma experiência que se diferencia dos homens e que a presença delas em espaço políticos é muito importante. A parlamentar foi a 8ª com a maior quantidade de votos, com 2.902 votos.
“A exclusão das mulheres desses espaços, da política, é muito ruim, não apenas para as mulheres mas para toda a cidade. Porque as mulheres tem um olhar e uma experiência de vida que se diferencia, pela questão de gênero, da experiência que os homens têm. Nós ainda vivemos em uma sociedade muito machista, muito racista”, relatou.
“Eu acho muito importante que nós tenhamos [mulheres na Câmara], e quisera Deus que nós tivéssemos muito mais do que duas. Mas duas mulheres para um parlamento que não tinha nenhuma é bastante significativo e importante”, completou.
Já Michelly, única vereadora eleita pelo Democratas, ressaltou o trabalho limpo realizado na sua campanha, que lutou contra a corrupção e a compra de votos. A parlamentar obteve 2.841 votos, ficando em 9º lugar.
“Por ser a eleição mais difícil, ainda existem muitos votos comprados. Vendo mulheres que trabalharam com propósitos, que trabalharam mediante uma política de mudança contra a corrupção, da compra do voto, do voto do cabresto… Isso não fez parte da minha campanha. Quando eu vejo que a gente conseguiu ganhar uma eleição honrando o propósito da mudança, isso vai muito além do que só ter uma mulher. Isso é uma imensa conquista”, pontuou.
Em 2016, a Câmara teve 25 vereadores homens, sem nenhuma mulher. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram 698 candidatos a vereador na Capital.
O que os eleitores podem esperar
Edna declarou que os eleitores podem esperar um mandato coletivo na Câmara, com a participação direta do cidadão. Ela ressaltou que irá atuar enquanto mulher negra dentro das políticas públicas do município.
"O meu mandato é coletivo, ou seja, nós vamos combinar a representação política com a representatividade, porque se trata de uma mulher negra, uma representação que não havia antes na Câmara. Nós vamos combinar essa representação com a participação direta das pessoas que acreditaram no projeto, que ajudaram a construir para que o mandato possa dialogar diretamente com os eleitores como com as pessoas de Cuiabá que desejam participar", argumentou.
Michelly afirmou que os eleitores podem esperar sua total dedicação durante o seu mandato, que dura até 2024. A vereadora eleita prometeu uma gestão focada na população de Cuiabá, com projetos e ações.
“Meu mandato vai ser muito parecido com a minha campanha, é uma entrega total e muito trabalho. É uma visão de que a política foi feita para as pessoas, em benefício das pessoas. Não vai ser uma gestão de gabinete. Vai ser uma gestão de projetos e de rua, de visitar, de fazer ações. Eu nunca fui uma mulher de bastidores, sempre que eu me propus para ir à linha de frente, eu executei o trabalho com muita intensidade".
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