Mauro Mendes (União Brasil) minimizou as consequências que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), pode enfrentar por ter declarado apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Mauro afirmou que o compromisso com a população deve estar acima das orientações partidárias. Para o ex-governador e candidato ao Senado, as siglas têm peso menor na decisão do eleitor mato-grossense.
“É melhor trair o partido que trair o povo. A nossa fidelidade é à nossa esposa, à nossa família, a Deus e ao povo. Partidos políticos no Brasil não representam muita coisa na cabeça do eleitor. O eleitor nunca me perguntou qual partido eu estou”, declarou Mendes em entrevista ao programa Notícia de Frente nesta segunda-feira (31).
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A manifestação de apoio de Moretti ocorreu publicamente no último domingo (30), quando a prefeita de Várzea Grande divulgou um vídeo declarando voto em Otaviano Pivetta. A atitude de Moretti gerou repercussão por ocorrer logo após o diretório estadual do PL destituir Cláudio Ferreira do comando da sigla em Rondonópolis pela mesma conduta de apoiar o atual governador em detrimento do projeto oficial do partido.
Para Mauro, a adesão à campanha de Otaviano Pivetta ultrapassa as barreiras das coligações partidárias formais, citando como exemplo o posicionamento de lideranças do MDB e a expressiva aprovação de prefeitos no interior de Mato Grosso.
“Fidelidade partidária não é algo que importa muito ao cidadão. É o discurso. E a turma do MDB que está apoiando o Pivetta? Vocês têm que noticiar também. Tem um monte de gente aí de outros partidos que também estão. Hoje tem quase mais de 130 prefeitos que já estão apoiando o Pivetta, porque é o melhor caminho para Mato Grosso, que eu acredito e tenho certeza que a maioria da população vai acreditar.”
Ao justificar o argumento, o candidato comparou a contratação de um político à escolha de um profissional no mercado de trabalho, destacando que o currículo e as entregas anteriores possuem mais peso do que as siglas partidárias às quais os candidatos estão filiados.
“Eu ando por Mato Grosso, viajo, rodo por aí, você que está nos acompanhando. Você está preocupado com essa história de partido político? Ou você quer conhecer as pessoas, o candidato, o que ele fez, o que ele pode fazer, continuar fazendo? Porque é assim que se contrata alguém, você olha o currículo, você olha o histórico daquela pessoa, por onde ele trabalhou, o que ele já fez de experiência e de resultado. Então contratar um político é mais ou menos igual”, explicou.
“SANTINHO” SEM PIVETTA?
Durante a mesma entrevista, Mendes foi questionado acerca de rumores que apontavam a suposta retirada da imagem e do número de Otaviano Pivetta de seus panfletos impressos de campanha, conhecidos como "santinhos". O candidato rebateu a acusação, classificando-a como uma tentativa de desgaste político e esclarecendo a distribuição das informações no material gráfico.
“Aquilo ali foi uma maldade de quem publicou. Sabe por quê? Mostraram um lado do santinho, esqueceram de ver que no outro verso do santinho está lá o meu número, o dele e da minha esposa. E quem fez aquilo ali foi o candidato a federal e lá está o número do Pivetta”, concluiu Mendes.
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