Eleito para o Senado por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL) atribuiu o resultado das urnas ao conjunto de forças políticas que sustentaram sua candidatura, entre elas o apoio do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, além da reação do eleitorado contra decisões e medidas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao longo da campanha, Medeiros se apresentou como candidato escolhido pelo ex-presidente e recebeu reiterados pedidos de voto de integrantes da família Bolsonaro.
Após a votação deste domingo (4), Medeiros afirmou que a resposta das urnas também refletiu, na avaliação dele, uma insatisfação da população brasileira com o que classificou como “insegurança jurídica” e “falta de liberdade”.
“Eu reputo principalmente essa revolta da população brasileira com a insegurança jurídica, com a falta de liberdade”, afirmou Medeiros após a eleição.
A ligação com Bolsonaro foi um dos elementos centrais da campanha de Medeiros. Em agosto, Michelle Bolsonaro afirmou que o marido havia escolhido o deputado como candidato ao Senado por Mato Grosso. Flávio Bolsonaro também declarou que Medeiros era o candidato de Jair Bolsonaro e pediu votos para o parlamentar na reta final da disputa.
No perfil oficial de campanha, Medeiros também afirmou ter “aceitado a missão dada pelo presidente Jair Bolsonaro e nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro” para disputar a vaga no Senado.
“A população acaba dando troco, a população não gosta, o eleitor não gosta da injustiça. E aqui em Mato Grosso, não foi diferente do restante do país, a gente sente que tem uma onda muito grande aí”, declarou.
Medeiros defendeu que o próximo período seja marcado por maior segurança jurídica e liberdade para o desenvolvimento de Mato Grosso. Ele criticou portarias e resoluções que, segundo sua avaliação, poderiam criar obstáculos ao Estado e defendeu maior equilíbrio entre os Poderes.
“Nós precisamos abrir efetivamente o Legislativo de fato e voltarmos a ter equilíbrio e respeito entre as instituições”, afirmou.
Na entrevista, Medeiros voltou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal e afirmou que a existência de interpretações diferentes sobre a Constituição entre ministros gera insatisfação na população. Para o senador eleito, o Brasil precisa recuperar um ambiente de maior estabilidade institucional.
“Nós não podemos ter um ministro interpretando a Constituição do jeito de outro, um derrubando a medida do outro. Isso é um absurdo, a população não gosta desse tipo de coisa. O Brasil precisa voltar a águas tranquilas”, afirmou.
SENADO
Na atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das 18h31, com 95,75% das seções totalizadas, Mauro Mendes (União) aparecia em primeiro lugar, com 1.138.250 votos (33,25%), seguido por Zé Medeiros, com 940.023 votos (27,46%).
Janaína Riva (MDB) estava em terceiro, com 493.947 votos (14,43%), enquanto Carlos Fávaro (PSD) tinha 389.668 (11,38%).
Mato Grosso elege dois senadores em 2026. A atualização citada ainda não correspondia à totalização completa das urnas.
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