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Política Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2024, 10:25 - A | A

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Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2024, 10h:25 - A | A

TOTAL DE 27 MIL PROCEDIMENTOS

Max Russi denuncia atuação do CRM para impedir realização de cirurgias

Órgão enviou ofício ao gabinete do deputado; Ministério Público orientou continuidade dos procedimentos voltados a pacientes de 19 cidades

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O deputado estadual Max Russi (PSB) denunciou a atuação do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) por dificultar o andamento do programa "Mais Cirurgias" em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Conforme fala na sessão ordinária desta quarta-feira (7), o órgão enviou uma notificação ao gabinete do parlamentar para que o Consórcio de Saúde, que atende 19 municípios da região sul, cortasse o vínculo com a empresa contratada para realizar parte dos 27 mil procedimentos que estão na fila.

"Nós estivemos esses dias na Santa Casa para o lançamento do Mais Cirurgias, mas, pasmem, recebi nessa semana um ofício mandando a Santa Casa desabilitar a empresa e não fazer mais cirurgias", afirmou o deputado na tribuna.

Segundo o deputado, o Ministério Público (MPMT) interferiu e orientou para que os pacientes continuassem a ser atendidos.

"É um absurdo, pois 19 cidades estão sendo atendidas. Mas o Ministerio Público está atuando junto lá e falou para continuar fazendo as cirurgias", esclareceu Russi.

Max falou sobre a dificuldade de conseguir recursos para assinar o convênio que autorizou as cirurgias junto ao Consórcio de Saúde e fechar o contrato com uma empresa pelo valor disponível.

"Ao invés do Conselho fortalecer, ajudar, em vez de louvar que a empresa aceitou fazer pelo preço que as outras não fizeram, não, fala que tem que parar as cirurgias e a população esperar mais um ano, dois anos, três anos, morrer", rechaçou o parlamentar.

OUTRO LADO

O HNT entrou em contato com o CRM que se manifestou por meio de nota, lamentando a postura do deputado ao desferir críticas à entidade. O órgão também disse que os médicos de Rondonópolis estão há cinco meses sem receber e, por isso, não incentivaram a realização das cirurgias.

"O Conselho lamenta que o mesmo deputado que, durante a pandemia da covid, foi à tribuna chamar os profissionais de saúde de heróis, hoje ignora por completo o fato de que estes mesmos heróis estão há cinco meses sem receber seus salários. O Conselho age dentro da sua atribuição legal que inclui a defesa da população e entende que as soluções para a Saúde devem ser tratadas de forma estruturada e não com politicagem", cita trecho do documento.

LEIA NOTA NA ÍNTEGRA

Lamentavelmente, o deputado Max Russi optou por advogar para uma empresa que atua de forma antiética e decidiu atacar o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) e os médicos que atuam em Rondonópolis, que trabalham há meses sem receber seus salários. Por atuar defendendo os interesses da empresa, o parlamentar ignora por completo o atendimento à população.

O Conselho lamenta que o mesmo deputado que, durante a pandemia da Covid, foi à tribuna chamar os profissionais de Saúde de heróis, hoje ignora por completo o fato de que estes mesmos heróis estão há cinco meses sem receber seus salários. O Conselho age dentro da sua atribuição legal que inclui a defesa da população e entende que as soluções para a Saúde devem ser tratadas de forma estruturada e não com politicagem.

Não permitiremos que o deputado, de forma leviana, chame os médicos de mercenários. Ao usar estes termos, o deputado se mostra completamente enganado sobre a índole e o caráter dos médicos. Estes profissionais estão há cinco meses sem salários e durante todo o tempo não se recusaram a cumprir sua missão de atender a população. Não vamos permitir que os médicos sejam tratados de forma desrespeitosa, como tem ocorrido, ainda que os ataques partam de alguém que defende a manutenção de um contrato irregular.

Por fim, o CRM-MT informa que está à disposição para esclarecer todos os deputados do que realmente acontece em Rondonópolis e que o caso em questão será tratado no âmbito do Poder Judiciário.

 

 

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