A Corregedoria Geral do Ministério Público Estadual (MPE) decidiu adiar o prazo da sindicância que apura a conduta do promotor Marcos Regenold. Ex-integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor é investigado pela Polícia Federal no caso conhecido como operação Ararath.
Conforme a PF, há indícios de que Regenold tinha estreitas ligações com o ex-secretário de Estado Éder Moraes (PMDB), que chegou a ser preso durante a deflagração da quinta fase da operação no dia 20 de maio.
Por ser alvo de uma operação de busca e apreensão, o MPE abriu sindicância desde então para apurar a conduta do promotor. O prazo de 90 dias da investigação venceu no último dia 21.
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O MPE destaca que a apuração interna é preliminar e não tem caráter acusatório, ou seja, não é uma investigação para completar com o caso Ararath. Foi instaurada para investigar a existência de fatos que possam constituir infrações disciplinares e/ou anomalias nos serviços do Ministério Público.
O promotor teria se tornado alvo da Ararath por supostamente atuar como uma espécie de conselheiro do ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB) quanto aos depoimentos deste a agentes federais no inquérito que apura crimes financeiros, contra a administração pública e lavagem de dinheiro.
A PF descobriu ligações e mensagens de celular trocadas entre Eder e Regenold. Em nota oficial, o promotor negou que estivesse orientando o ex-secretário. Várias dessas mensagens foram vazadas para a imprensa.
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