No horário eleitoral desta sexta-feira (11), os candidatos ao Senado Carlos Fávaro (PSD), Pedro Taques (PSB), Margareth Buzetti (PP), José Medeiros (PL) e Antônio Galvan (Avante) alimentaram a polarização entre direita e esquerda, destacando os apoios do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os postulantes ao Senado também mencionaram propostas para a segurança, saúde e infraestrutura.
Fávaro e Taques abriram o bloco de nomes à majoritária. O senador do PSD reinvindicou a Lula a 'paternidade' da duplicação da BR-163. Taques disparou críticas sobre lentidão para votar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu programa, Fávaro reforçou sua atuação para incluir as obras da BR-163 no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Conforme o senador, o governo federal investiu R$ R$ 5,5 bilhões para a duplicação da rodovia.
"A obra tem a mão do presidente Lula para dar segurança a quem percorre a BR-163 em Mato Grosso", afirmou Fávaro, rebatendo ataques de bolsonaristas que questionam investimentos do governo do PT no estado.
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Pedro Taques adotou um tom mais crítico e colocou os pedidos de impeachment de ministros no centro do programa. O ex-governador afirmou ter feito mais de 100 pedidos de impeachment e defendeu uma mudança nas regras para impedir que essas solicitações fiquem sem votação.
"Isso trava o país, protege o crime e revolta nossa gente", declarou.
Entre as propostas apresentadas está um projeto que obrigaria o Congresso a votar qualquer pedido de impeachment no prazo de 30 dias. Taques também atacou o que chamou de “blindagem” a ministros.
"Tem ministro se vendendo e banqueiro do Master comprando", disse, em referência às denúncias e suspeitas que envolvem autoridades e o sistema financeiro.
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BUZETTI, MEDEIROS E GALVAN
Margareth Buzetti manteve o foco na segurança pública e na proteção de mulheres e crianças. O programa destacou medidas de combate à violência, à pedofilia e a favor do cadastro de estupradores.
A candidata também pediu que o eleitor avalie o histórico dos candidatos antes de votar e reforçou a necessidade de conquistar o segundo voto na disputa pelo Senado.
Medeiros voltou a explorar a proximidade com o bolsonarismo e se apresentou como "o candidato de Bolsonaro em Mato Grosso", utilizando uma imagem ao lado do candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O programa, porém, concentrou boa parte do conteúdo na destinação de recursos para a saúde em municípios mato-grossenses.
Margareth Buzetti (PP), José Medeiros (PL) e Antônio Galvan (Avante).
Foram citados investimentos de R$ 1 milhão para uma nova UBS em Lucas do Rio Verde; R$ 2 milhões para atendimento de pacientes em Cáceres; R$ 750 mil para reforma da Arena do Baé, em Barra do Garças; R$ 1 milhão para unidades básicas de saúde em Nova Mutum; R$ 900 mil para um mamógrafo em Alta Floresta; e R$ 1 milhão para postos de saúde em Pontes e Lacerda.
Nos poucos segundos de programa, Galvan (Avante) voltou a reforçar o perfil que tenta consolidar na campanha. O candidato se apresentou novamente como o "senador coragem" e "bolsonarista raiz", apostando na identificação com o eleitorado de direita e com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Buzetti, Medeiros e Galvan não compartilharam os programas nas redes sociais.
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