O deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou que o advogado Roberto Zampieri teria pedido R$ 2 milhões para não ingressar com uma ação de reintegração de posse em uma disputa fundiária em Ribeirão Cascalheira (771 km de Cuiabá). Segundo o parlamentar, ele atuava na defesa de Ildo Roque Guareschi, enquanto Zampieri representava João Gontijo, ligado à empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, que já foi apontada nas investigações como mandante do assassinato do advogado, mas a acusação não prosperou.
De acordo com Faissal, houve tentativa de acordo extrajudicial entre as partes, mas os valores discutidos impediram o entendimento. O deputado afirmou que seu cliente chegou a oferecer R$ 200 mil, proposta que não teria sido aceita.
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"O Zampieri notificou o nosso cliente. Ele queria R$ 2 milhões para não prosseguir, para não entrar com a ação e fazer um acordo. Isso não foi possível. Nós estávamos conversando para ver um valor mais acessível e chegamos a um valor de R$ 200 mil", declarou à Rádio Cultura nesta segunda-feira (15).
Faissal ressaltou que atuou em diversos processos contra Zampieri e disse que os dois protagonizaram "grandes embates" no Judiciário. O parlamentar voltou a negar qualquer envolvimento no suposto esquema de venda de sentenças investigado pelas autoridades.
A troca de mensagens entre Faissal e Zampieri foi um dos elementos que motivaram a expedição de mandado de busca e apreensão contra o deputado. O celular do parlamentar foi recolhido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Gemini, desdobramento da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais.
Faissal também teve o nome citado em razão de sua antiga atuação como assessor do desembargador Dirceu dos Santos, apontado pelos investigadores como um dos líderes do esquema. O deputado nega participação em qualquer irregularidade e afirma ter sido absolvido no único processo disciplinar movido contra ele no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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