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Política Domingo, 18 de Outubro de 2020, 08:00 - A | A

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Domingo, 18 de Outubro de 2020, 08h:00 - A | A

ELEIÇÃO EM CUIABÁ

Com ideologia liberal, candidato do Novo fala sobre propostas para Cuiabá; confira entrevista

RAYNNA NICOLAS

Com as eleições municipais se aproximando, o HNT/HiperNotícias convidou os candidatos à Prefeitura de Cuiabá para uma rodada entrevistas. O convidado da vez foi Paulo Henrique Grando, do Novo. Ao HNT, Grando falou sobre soluções para a saúde e educação junto à iniciativa privada, como o 'vale escolar', uma espécie de 'voucher' para que os pais possam matricular os filhos em instituições particulares. Segundo o candidato, o destaque da candidatura do Novo é devolver o poder de escolha ao cidadão. Confira a entrevista:

Reprodução/Facebook

paulo henrique grando

 

HNT: Qual área é a sua prioridade, se eleito prefeito de Cuiabá? Quais são suas propostas para ela?

Paulo Grando: Cuiabá tem muitas prioridades, é uma cidade que tem bastante carências, mas duas são essenciais à população, a saúde e educação. Acho que nenhum candidato vai se furtar de falar sobre elas, são as mais urgentes atualmente. No caso de saúde, a gente precisa aumentar drasticamente a cobertura básica, que é o atendimento nos postos de saúde e as equipes de saúde da família. Hoje Cuiabá tem um percentual médio baixo. A gente precisa aumentar a rede credenciada, aumentar a rede de saúde e resolver isso. No caso da educação, o maior problema é que você não tem creche suficiente para as crianças de 0 a 3. Apesar de não ser uma obrigatoriedade do estado fornecer tudo, existe uma meta do plano nacional de educação de chegar até 50% em 2024, essa meta era 2021 e não vai ser batida. Cuiabá tem um desempenho um pouco melhor que a média Brasil, em torno de 36%, mas ainda é pouco. Para você aumentar isso, uma das coisas que precisa ser feita é trabalhar mais com creches conveniadas.

HNT: O senhor falou um pouco sobre saúde e uma das coisas que afeta a população é uma dificuldade em encontrar informação. Ainda existe muita dúvida sobre como procurar uma consulta, agendar, entre outros. Como o senhor pretende lidar com essa questão?

PG: É engraçado. Estamos em um tempo onde a maioria das pessoas tem smarthpone, temos um monte de informação disponível na internet, por meio de redes sociais e apps, mas em termos de saúde, não temos quase nada. Inclusive, no plano de governo nós temos uma proposta dessas, de disponibilizar online informações que são essênciais, por exemplo, onde está o posto de saúde mais próximo da minha residência, que tipo de exames e consultas são fornecidos lá, quais são os horários disponíveis, onde encontro os medicamentos que eu preciso, são coisas muito básicas e que poderiam estar rapidamente disponíveis. Se você coloca isso em um site ou em um app, você consegue que a população possa se programar. O Governo Federal tem um programa que começou no ano passado para a informatização dos postos de saúde, Cuiabá já aderiu, mas ainda não teve nenhuma consequência, precisamos acelerar isso. 

HNT: Voltando para a educação. O EAD, que se solidificou devido à pandemia de Covid-19, trouxe possibilidades e dificuldades. Como o senhor pretende incluir essa modalidade no seu governo?

PG: Apesar de ter aberto muitas possibilidades, a gente ainda não está preparado para explorar. Nem todos os alunos tem acesso, o próprio governo do estado estava fazendo parte EAD e parte o aluno ia buscar a apostila e aí não adianta, a apostila sem o professor. Ainda vamos ter que voltar para a sala de aula, até porque a presença do professor é muito essencial, acho que não vamos conseguir avançar tanto. Acho que podemos avançar em coisas em paralelo, como aulas adicionais de reforço, porque eu não comprometo o principal e tenho mais um recurso. 

HNT: O senhor fala muito sobre pareceria público-privada, como mencionou em relação às creches. Como isso se estende à educação básica?

PG: Eu sou um grande entusiasta, porque você tem a necessidade de crescer a rede e para o poder público isso é muito demorado. Você tem outra rede funcionando em paralelo que é a rede privada, a gente pode crescer o número de vagas na iniciativa privada. Por exemplo, a prefeitura entrega aos pais um 'vale escolar', os pais escolhem uma instituição e a prefeitura paga. A prefeitura já trabalha assim com as creches conveniadas, com a escolas conveniadas para ensino fundamental I e II, seria basicamente a mesma coisa. Outra coisa é você concessionar escolas da rede pública para entidades filantrópicas, para que elas toquem isso mediante um contrato. Isso melhora muito a gestão porque quando você faz esse convênio, você estabelece um contrato com metas de qualidade de educação. Esse contrato só é renovável se essas metas são batidas e como existe um contrato, é mais fácil para os órgãos fiscalizarem isso, ou seja, conseguimos um ensino melhor, com uma maior fiscalização. 

HNT: O calor faz parte do dia-a-dia do cuiabano. Mas, principalmente com o volume de queimadas em 2020, voltou a se falar muito da arborização da cidade e de um certo conforto térmico que isso pode trazer. As pessoas tem essa demanda de que Cuiabá retome o título de "cidade verde". O senhor tem alguma proposta nesse sentido?

PG: Não consta no plano, acho que a gente tem uma coisa mais prioritária nesse sentido que são as calçadas, Cuiabá é caótica em calçada e calçada é muito importante para promover mobilidade. Em Cuiabá a calçada é particular e o que aconteceu é que as calçadas são de todas as formas possíveis e imagináveis e você não consegue manter o minímo de qualidade. Isso é algo que precisamos avançar e talvez possamos avançar junto com a arborização, porque é na calçada que vai acabar indo a árvore.

HNT: O novo é um partido liberal. No entanto, aqui no Brasil, principalmente, a gente tem o fenômeno do "liberal na economia e conservador nos costumes". Como o senhor se identifica?

PG: Eu sou liberal. Para mim, pessoalmente, não existe essa distinção. O Novo de forma geral, é liberal. Vamos pegar como exemplo uma coisa que é fácil de responder e no Novo isso é pacífico, uma posição do partido: união homoafetiva. Isso é uma questão que o estado não tem que interferir de jeito nenhum. Isso não tem nada a ver com o estado, se a gente está falando de união, isso é basicamente um contrato entre particulares, o que o estado tem que fazer com qualquer contrato é garantir os direitos que o contrato reza. O estado não pode fazer juízo de valor. Sou plenamente a favor de liberdade individuais, para mim, pessoalmente não existe essa distinção. 

HNT: Em relação aos seus adversários, existe alguma candidatura que você considere como forte?

PG: A grande questão, na minha visão, é há uma diferença muito grande entre a candidatura do Novo e os outros candidatos. Todas essas pessoas vão tentar provar que elas conseguem mandar melhor na vida das pessoas uns dos que os outros e a proposta do Novo é assim: eu não quero mandar na vida de ninguém, quero deixar a população o mais livre possível para tomar suas decisões, até por isso as nossas propostas em várias partes do plano é aumentar o número de opções. A ideia é devolver poder ao cidadão. Se a gente quer resolver um problema, qual arranjo social a gente pode estimular para que essa solução surja sozinha? Esse uso do poder, da força, tem que ser usado com muita cautela. Nós do Novo pensamos assim e os outros candidatos, em geral, não pensam assim. Eles acham que com uma boa intenção, uma boa técnica, a intervenção vai causar um bom resultado, mas pessoas reagem a um incentivo de acordo com suas percepções. As vezes há uma ingenuidade de que é só a gente desenhar uma regra que as pessoas vão automaticamente se conformar e se comportar da forma esperada e o que acontece geralmente é o contrário. 

HNT: Para finalizar, nós deixamos esse espaço para que o senhor possa acrescentar informações que considere importante. 

PG: A única coisa que tenho falado bastante é que o eleitor se informe. Não só sobre o Novo, mas sobre todos os partidos e candidatos. Eu sei que a maioria das pessoas está mais preocupada em resolver seus próprios problemas, mas que reserve pelo menos um tempinho para se informar porque o eleitor vai passar uma procuração de quatro anos para alguém e que em teoria, no Brasil, só é revogada depois desse tempo. Nesse sentido, olhem o Novo, até porque a gente não usa dinheiro público e isso é algo que nos diferencia. Devolvemos dinheiro esse ano e fomos seguidos por outro partido, finalmente alguém mais devolveu dinheiro do fundo eleitoral. Outra coisa é que somos muito contra privilégios. Nossos candidatos a vereador se comprometeram a devolver 50% da verba de gabinete e 50% da verba de assessores, que é o que já fizemos em outras cidades. A Janína Lima, em São Paulo, vai economizar R$ 5 milhões no mandato dela, por exemplo, basicamente porque ela tem direito a 20 assessores e ela tem seis. 

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