O governador Mauro Mendes (DEM) classificou, nesta quinta-feira (8), o Hospital Central como 'hospital da vergonha'. O democrata garantiu a conclusão das obras até o fim de sua gestão. Após 35 anos, o Governo de Mato Grosso apresentou um novo projeto para a estrutura da unidade de saúde. O anúncio do retorno da obra foi feito em novembro de 2019.
“Não é Hospital Central, se chama hospital da vergonha, sete andares erguidos a 500 metros do palácio do governo, a 300 metros do Ministério Público, a 400 metros do Tribunal de Justiça e a 600 metros do Tribunal de Contas. A saúde sempre foi um dos grandes gargalos de Mato Grosso, 35 anos de uma obra paralisada é inadmissível”, disse durante assinatura de convênio para construção do novo hospital do Instituto Lions da Visão em Cuiabá.
Durante entrevista, Mendes rebateu às críticas de que a estrutura montada do Hospital Central estaria ultrapassada. “Tem muita gente que fala sem conhecer. Nós fomos lá e vimos uma belíssima estrutura, dizem que está defasada, mas é mentira. O hospital que vamos entregar, daqui a algum tempo, vai ter 32 mil metros quadrados. Será o melhor e o maior hospital público de Mato Grosso”, garantiu.
O governador destacou que o processo licitatório no país é muito burocrático, mas garantiu que pelo menos 14 empresas, sendo uma de Mato Grosso, participam da licitação para a conclusão do hospital.
“Fazer as coisas acontecerem é muito difícil, o cara tem que ser muito macho, tem que saber mexer o doce, trabalhar muito e criar muitas estratégias. O governo recuperou sua credibilidade no país inteiro. A fama ruim corre, mas a fama boa também”, apontou.
Histórico
A construção do Hospital Central, lançada em 1984, foi pensada com o objetivo de proporcionar um atendimento de referência em alta complexidade nas especialidades de traumatologia, ortopedia e urgência e emergência de trauma. Contudo, devido ao corte de recursos do Governo Federal, a obra foi paralisada em 1987.
Em 1992, a construção do Hospital Central foi retomada pela gestão estadual, porém permaneceu inconclusa em razão de um desacordo entre o Governo Estadual e Federal. A obra voltou a ser retomada em 2004 pela gestão estadual, ocasião em que novamente foi paralisada.
Contudo, no ano de 2014, a Justiça Federal acatou parcialmente a solicitação do Ministério Público Federal (MPF) para a inclusão de recursos que viabilizassem o término do Hospital Central.
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