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Política Quarta-feira, 22 de Abril de 2026, 17:42 - A | A

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026, 17h:42 - A | A

APONTOU INCONSISTÊNCIAS

"Atendia apenas aliados", diz vice-prefeita sobre bastidores na Semob

Ex-secretária detalha "fluxo paralelo" de demandas via celular e questiona aditivos contratuais de insumos

BIANCA MORTELARO
Da redação

A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa (MDB), fez um duro relato sobre os bastidores de sua passagem pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), pasta da qual foi exonerada em agosto de 2025 após um embate público com a Câmara Municipal. Em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (22), a gestora detalhou as condições estruturais que encontrou, as reformas administrativas que tentou implementar e a resistência política que, segundo ela, culminou em sua saída.

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Um dos trechos mais contundentes da conversa se refere à tentativa de formalizar o recebimento de demandas de vereadores. Vânia relatou que, ao assumir a pasta, encontrou um fluxo paralelo onde pedidos chegavam diretamente ao celular de diretores, sem registro oficial. Ela afirmou que tentou impor o uso do sistema CIGED para garantir a impessoalidade e a transparência, mas encontrou um "hábito" enraizado.

"O nó é você fazer um fluxograma e fazer a pessoa entrar dentro de um sistema para ser igual a todos. Era um hábito, um costume que existia. A demanda vinha no celular do diretor. O diretor: ‘não, vereador, podemos atender esse... Ah, esse aí não dá, esse aqui é oposição’".

Indagada se isso configurava favorecimento ou ilícito, Vânia não recuou da insinuação, mas centrou sua defesa na necessidade de rastreabilidade para definir prioridades de governo. "Quando você não deixa a transparência acontecer... Qualquer um que entrar hoje dentro do sistema está lá tudo arquivado. É prioridade? É frente de escola, de hospital? Vamos atender?"

A vice-prefeita também levantou questionamentos sobre a execução financeira do contrato do transporte público, afirmando ter identificado pagamentos adicionais por insumos como o Arla 32 (agente redutor de emissões) que, em sua avaliação administrativa, já deveriam estar incluídos no valor principal pago pelo serviço completo.

"De repente, eu vi no meio do contrato sendo pago alguns adendos a mais ali. Tipo, manutenção, Arla... Falei, tá, mas a gente não faz o pagamento pelo ônibus na íntegra, com o motorista e tudo mais? Por que tem que pagar a parte Arla?", pontuou.

Apesar de apontar inconsistências, Vânia admitiu que não houve tempo ou elementos para avançar em investigações mais profundas, especialmente no setor de fiscalização de multas e pátio de veículos.

"Não consegui chegar lá nas multas, não consegui. Lá são várias entradas... é muito grande a questão", limitou-se a dizer, indicando que sua gestão focou na reorganização física e administrativa inicial do órgão.

Desde que deixou a secretaria, Vânia afirmou que não aceita ser uma "vice decorativa" e que busca um novo espaço político. Atualmente, a coronel mira em conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.

OUTRO LADO

Até o momento da publicação da reportagem, a Semob não retornou as alegações feitas pela vice-prefeita. O espaço segue aberto.

VEJA VÍDEO: 

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