Em sessão marcada por um tom de despedida e prestação de contas, o secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (23) para detalhar os números de sua gestão e confirmar sua saída da pasta. Monge deixará o cargo oficialmente no dia 31 de março para coordenar a campanha eleitoral de Alan Porto, secretário estadual de Educação e pré-candidato a deputado estadual.
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Durante sua fala, o secretário rebateu críticas sobre o cumprimento do índice constitucional de investimentos na área. Segundo Monge, o município aplicou 26,1% do orçamento em educação em 2025, superando os 25% exigidos pela Constituição Federal.
ESCLARECIMENTOS
Questionado pelo vereador Daniel Monteiro sobre a diferença entre os valores empenhados e os efetivamente repassados, Amauri foi enfático ao explicar que o hiato de R$ 120 milhões deve-se a questões de fluxo de caixa, e não a irregularidades.
"Investimos o valor previsto na LOA e na Constituição, mas o repasse financeiro, por questões de fluxo de caixa da Prefeitura, não foi feito na mesma completude. Isso não tem nenhum tipo de irregularidade, é normal acontecer e são gerados restos a pagar que serão quitados ao longo do exercício", explicou o secretário.
Amauri também detalhou os custos fixos da pasta: "Hoje, por regime de competência, a educação custa mensalmente R$ 78 milhões, sem fazer nenhum tipo de investimento em infraestrutura. Recebemos aproximadamente R$ 50 milhões do Fundeb e o Tesouro Municipal complementa o restante".
MUDANÇAS NO PRIMEIRO ESCALÃO
A saída de Amauri faz parte de uma reforma administrativa anunciada pelo prefeito Abilio Brunini, que prevê a substituição de pelo menos cinco secretários até o fim do mês, incluindo os gestores de Saúde e Planejamento Estratégico.
O comando da Educação será assumido interinamente por Reginaldo Teixeira, atual secretário de Obras, que acumulará as duas funções. Sobre seu sucessor, Amauri demonstrou confiança: "Já começamos o processo de transição. O Reginaldo conhece bem a infraestrutura e o Matheus [adjunto] é extremamente ágil. Eles sabem os atalhos para melhorarem as escolas, que ainda é o nosso calcanhar de Aquiles", afirmou.
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