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Polícia Segunda-feira, 27 de Abril de 2026, 14:26 - A | A

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026, 14h:26 - A | A

PROTOCOLO ANTIRRACISTA

Torcedor racista é preso depois de ofender jogadora do Fluminense no Dutrinha; veja vídeo

Árbitra paralisou a partida entre Mixto e Fluminense após denúncia de racismo; suspeito de 66 anos foi retirado do estádio e levado à delegacia

SILVÉRIO ALMEIDA
Da Redação

Uma denúncia de racismo marcou a partida entre Mixto e Fluminense, válida pelo Campeonato Brasileiro Feminino Série A1, neste domingo (26), no Estádio Presidente Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá. Após o relato das atletas, a árbitra Adriana Costa Farias interrompeu o jogo e acionou o protocolo antirracismo previsto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O episódio aconteceu aos 21 minutos do primeiro tempo, quando jogadoras do Fluminense e integrantes da comissão técnica comunicaram ao quarto árbitro sobre ofensas racistas e homofóbicas vindas das arquibancadas.

Após ser informada pelo árbitro reserva e pelo delegado da partida, a árbitra principal fez o sinal de “X” com os braços, gesto que representa a ativação oficial do protocolo antirracismo. A partida ficou paralisada por alguns minutos, enquanto a situação era apurada.

A transmissão nacional da partida mostrou atletas do Fluminense apontando para o setor da torcida do Mixto, indicando o local de onde teriam partido as ofensas. A comentarista Fabíola Andrade lamentou o ocorrido e criticou o comportamento do torcedor. “É lamentável. Esse tipo de babaquice não tem mais espaço em 2026”, afirmou durante a transmissão.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, com a ajuda de outros torcedores, o suspeito foi identificado no local como um idoso de 66 anos, acusado de chamar uma das atletas do Fluminense de “crioula”, em uma ofensa de cunho racista. Após a confirmação da denúncia, os militares deram voz de prisão ao homem, que foi retirado do estádio e encaminhado ao Cisc Verdão para os procedimentos legais. O caso foi registrado em boletim de ocorrência por injúria racial e também relatado em súmula.

O Mixto Esporte Clube divulgou nota oficial repudiando os atos de racismo e homofobia e confirmou que o torcedor foi rapidamente identificado e retirado do estádio. O clube afirmou que não tolera qualquer forma de discriminação e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

“O Mixto Esporte Clube reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de discriminação e preconceito. Atos como esse não cabem no futebol, nem na sociedade”, destacou trecho da nota.

O Fluminense também se manifestou e informou que a atleta Keké foi alvo direto das ofensas racistas e homofóbicas. O clube prestou solidariedade à jogadora e afirmou esperar que o responsável seja devidamente punido.

Dentro de campo, o Fluminense venceu o Mixto pelo placar de 2 a 0, em partida válida pela 8ª rodada do Brasileirão Feminino Série A1.

O protocolo antirracismo prevê a paralisação imediata da partida após a sinalização da arbitragem. Caso o comportamento persista, o árbitro pode suspender temporariamente ou até encerrar o jogo de forma definitiva. Além disso, mensagens de combate ao racismo são exibidas nos telões do estádio e, se identificado, o autor das ofensas é retirado do local.

 Veja na integra a Nota do Mixto:

 O Mixto Esporte Clube vem a público manifestar seu veemente repúdio aos atos de racismo e homofobia ocorridos durante a partida contra o Fluminense, válida pela 8ª rodada do Brasileirão Feminino A1, realizada neste domingo (26), no Estádio Dutrinha.

Por volta dos 22 minutos do primeiro tempo, a árbitra Adriana Costa Farias acionou o Protocolo Antirracismo após serem identificadas ofensas de cunho racista e homofóbico direcionadas a atletas da equipe do Fluminense. O torcedor responsável pelas ofensas foi imediatamente identificado pelo policiamento presente no estádio e prontamente retirado do local.

O Mixto Esporte Clube reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de discriminação e preconceito. Atos como esse não cabem no futebol, nem na sociedade. Solidarizamo-nos integralmente com as atletas, comissão técnica e demais profissionais da equipe visitante, que foram desrespeitados de forma injustificável.

O clube seguirá à disposição das autoridades para colaborar com as apurações cabíveis e tomará as medidas administrativas internas necessárias para que episódios como este não voltem a ocorrer.

Futebol é diversão, paixão e respeito. Sempre.

 

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