Uma das falas mais tensas da negociação entre a Polícia Militar e os criminosos que fizeram dez pessoas reféns em Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá) na noite de quarta-feira (8) ocorreu no momento em que um dos suspeitos ameaçou matar uma vítima caso suas exigências não fossem atendidas. Durante a conversa, o criminoso insistia para que a imprensa permanecesse próxima ao imóvel e chegou a afirmar que poderia tirar a vida de um dos reféns. O policial responsável pela negociação respondeu de forma direta, tentando impedir uma reação violenta.
"Não existe isso. A imprensa está gravando aqui, já está com sua cara", afirmou o militar.
Na sequência, após a ameaça do suspeito, o policial elevou o tom e alertou sobre uma possível intervenção caso algum refém fosse ferido.
"Então mata, você vai matar, mata. Meu nobre, tem juízo, rapaz. Se você der um tiro, a gente invade e mata todo mundo, cara", disse.
Apesar da tensão do momento, a negociação continuou e os policiais mantiveram a tentativa de convencer os criminosos a se renderem sem confronto.
Em outros trechos da conversa, os militares reforçaram que a saída seria realizada com segurança e pediram que os suspeitos deixassem as armas e saíssem do imóvel.
"Vocês vão sair em segurança daqui", afirmou o comandante da operação durante a negociação.
Após cerca de 30 minutos de tratativas, um dos criminosos entregou a arma e se rendeu. Os demais seguiram o mesmo procedimento, libertaram os reféns e foram presos em flagrante.
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A ocorrência aconteceu na noite de quarta-feira (8), em uma residência onde era realizada uma confraternização. Segundo a Polícia Militar, dez pessoas foram rendidas pelo grupo, sendo que quatro delas chegaram a ser usadas como escudo humano. Duas vítimas sofreram agressões com coronhadas, mas ninguém foi baleado.
Entre os reféns estavam o presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, Juliano Queiroz, e o empresário Edinho Bronski, proprietário do imóvel.
Os quatro suspeitos foram encaminhados à Polícia Civil e devem responder por crimes como roubo, sequestro, cárcere privado, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
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