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Polícia Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 17:00 - A | A

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 17h:00 - A | A

DURANTE SEQUESTRO

“Se der um tiro, a gente invade”, diz policial após criminoso ameaçar matar refém

Militar respondeu a criminoso que ameaçou matar uma vítima durante sequestro em Pontes e Lacerda; negociação terminou com quatro suspeitos presos e dez reféns libertados

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

Uma das falas mais tensas da negociação entre a Polícia Militar e os criminosos que fizeram dez pessoas reféns em Pontes e Lacerda  (444 km de Cuiabá) na noite de quarta-feira (8) ocorreu no momento em que um dos suspeitos ameaçou matar uma vítima caso suas exigências não fossem atendidas. Durante a conversa, o criminoso insistia para que a imprensa permanecesse próxima ao imóvel e chegou a afirmar que poderia tirar a vida de um dos reféns. O policial responsável pela negociação respondeu de forma direta, tentando impedir uma reação violenta.

"Não existe isso. A imprensa está gravando aqui, já está com sua cara", afirmou o militar.

Na sequência, após a ameaça do suspeito, o policial elevou o tom e alertou sobre uma possível intervenção caso algum refém fosse ferido.

"Então mata, você vai matar, mata. Meu nobre, tem juízo, rapaz. Se você der um tiro, a gente invade e mata todo mundo, cara", disse.

Apesar da tensão do momento, a negociação continuou e os policiais mantiveram a tentativa de convencer os criminosos a se renderem sem confronto.

Em outros trechos da conversa, os militares reforçaram que a saída seria realizada com segurança e pediram que os suspeitos deixassem as armas e saíssem do imóvel.

"Vocês vão sair em segurança daqui", afirmou o comandante da operação durante a negociação.

Após cerca de 30 minutos de tratativas, um dos criminosos entregou a arma e se rendeu. Os demais seguiram o mesmo procedimento, libertaram os reféns e foram presos em flagrante.

LEIA MAIS: Presidente de Sindicato Rural e empresário estavam entre reféns de quadrilha em MT

A ocorrência aconteceu na noite de quarta-feira (8), em uma residência onde era realizada uma confraternização. Segundo a Polícia Militar, dez pessoas foram rendidas pelo grupo, sendo que quatro delas chegaram a ser usadas como escudo humano. Duas vítimas sofreram agressões com coronhadas, mas ninguém foi baleado.

Entre os reféns estavam o presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, Juliano Queiroz, e o empresário Edinho Bronski, proprietário do imóvel.

Os quatro suspeitos foram encaminhados à Polícia Civil e devem responder por crimes como roubo, sequestro, cárcere privado, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

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