Quinta-Feira, 02 de Agosto de 2018, 11h:40

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Revoltados com morte de traficante, moradores agridem policiais com pedra e fogos de artifício

Por: LUIS VINICIUS

Revoltados com a morte do traficante, Flávio Castro de Lima, de 31 anos, conhecido como “Sapinho”, na noite de quarta-feira (1), moradores do bairro Novo Colorado atacaram os policiais que atendiam a ocorrência. Agressivos, os populares chegaram a jogar pedras na direção dos militares e dispararam fogos de artificio nos agentes, na tentativa de fazer justiça pela morte do criminoso. Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi apedrejada.

 

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Sapinho era procurado desde a noite de terça-feira (31), quando surgiram informações de que ele teria participado de uma troca de tiros com policiais militares, no bairro Jardim Mariana, em Cuiabá. Os agentes iniciaram investigação na procura do traficante e seus comparsas. No fim da tarde, os policiais receberam informações que o criminoso estaria em uma casa do bairro Novo Colorado. Os militares disseram que, quando chegaram à residência, encontraram a porta arrombada.

 

A Polícia Militar informou que, ao entrar no imóvel, encontrou o traficante em um dos quartos, apontando um revólver calibre 32 aos policiais. Imediatamente, eles atiraram na direção de Flávio, que foi atingido porum tiro no abdômen e outro na cabeça.

 

Após a morte de Sapinho, populares se revoltaram e começaram a investir contra os policiais. Diante disso, o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) foi acionado para dar apoio aos trabalhos dos agentes.

 

Moradores romperam a fita zebrada que fazia o isolamento do local e lançaram pedras e fogos de artificio contra os policiais. Para dispersar a multidão, os militares da Rotam utilizaram granadas de efeito moral, gás lacrimogênio e disparos de elastômero e, com isso, a multidão recuou.

 

Em seguida, um homem que não teve o nome divulgado, apontou um laser, indicando que os policiais estariam na mira de uma arma. Logo depois, o suspeito fez lançamento de rojão que atingiu os pés dos policiais.

 

Mesmo na multidão, os PMs conseguiram encontrar identificar o suspeito e conseguiram localizar o suspeito com o laser. Além disso, os populares atiraram uma pedra que danificou a viatura do Samu. No entanto, nenhum dos socorristas ficaram ferido.

 

O agressor foi encaminhado à Central de Flagrante para prestar depoimento ao delegado de plantão. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

“Xerife do crime”

 

De acordo com os moradores da região, “Sapinho” era uma espécie de “xerife” do bairro, pois dava a “segurança” aos moradores. Os populares informaram que no criminoso evitava que outros bandidos pratiquem assaltos na região, oferecendo uma falsa ilusão de proteção aos moradores.

 

Em 2007, quem praticasse roubo sem a sua permissão geralmente era assassinado por Sapinho. O bandido já se envolveu em várias trocas de tiros com a polícia, isso desde que era adolescente. Foi apenado por homicídio, aos 17 anos, permanecendo um ano e oito meses no Centro Socioeducativo (antigo Pomeri).   

 

 

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