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Polícia Quarta-feira, 15 de Abril de 2026, 10:10 - A | A

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026, 10h:10 - A | A

OPERAÇÃO AREIA MOVEDIÇA

Polícia mira esquema em licitação de evento esportivo e operação cumpre mandados em três cidades de MT 

Polícia Civil aponta indícios de direcionamento, documentos suspeitos e possível superfaturamento em contrato em Araguaiana

DA REDAÇÃO

Um esquema suspeito de fraude em licitação para a realização de um evento esportivo em Araguaiana (565 km de Cuiabá) colocou a Polícia Civil em campo na manhã desta quarta-feira (15). A ação faz parte da Operação Areia Movediça, que cumpriu dez mandados judiciais em três cidades de Mato Grosso.

As ordens foram executadas em Araguaiana, Pontal do Araguaia e Água Boa, incluindo cinco mandados de busca e apreensão e cinco de quebra de sigilo de dados. As medidas foram autorizadas pela Justiça da comarca de Barra do Garças (511 km de Cuiabá) e têm como objetivo reunir provas para o avanço das investigações.

O caso começou após a identificação de possíveis irregularidades no processo de licitação. A partir dessas informações, foi aberto um inquérito e iniciadas diligências, com análise de documentos e coleta de depoimentos.

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que a licitação pode ter sido manipulada para favorecer uma empresa contratada para organizar um evento esportivo no município.

Entre os problemas encontrados estão a suspeita de simulação de pesquisa de preços, uso de orçamentos sem autorização e apresentação de documentos com características muito semelhantes entre empresas diferentes.

Também foram identificados sinais de possível combinação prévia entre participantes do processo, o que pode indicar direcionamento do resultado. Outro ponto levantado é a incompatibilidade de datas, já que há indícios de que serviços e materiais já estavam disponíveis antes mesmo da finalização oficial da licitação.

As investigações apontam ainda para possível superfaturamento em itens como materiais esportivos, camisetas e troféus, com valores acima dos praticados no mercado. Além disso, há suspeitas de inconsistências no pagamento de premiações, com diferenças entre os valores divulgados e os efetivamente repassados aos participantes.

Os investigados podem responder por crimes como fraude em licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar os responsáveis pelas irregularidades.

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