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Polícia Quarta-feira, 06 de Maio de 2026, 07:55 - A | A

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Quarta-feira, 06 de Maio de 2026, 07h:55 - A | A

OPERAÇÃO HIDRA 2

Polícia descobre canetas emagrecedoras em casa de servidor da Politec investigado por documentos falsos

Investigação começou após prisão de foragido que usava identidade falsa

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a segunda fase da Operação Hidra, com foco em um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) suspeito de envolvimento em um esquema de falsificação de documentos para integrantes de facção criminosa.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do investigado, em Várzea Grande, e no local de trabalho dele, no Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato da Capital.

O servidor atua como papiloscopista, função responsável pela emissão de documentos de identidade e pela identificação de pessoas em ocorrências policiais. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e a restrição de saída da comarca sem autorização.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam na casa do servidor canetas emagrecedoras de origem irregular e anabolizantes.

As investigações tiveram início em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como integrante de uma facção criminosa de São Paulo e foragido há mais de uma década em Mato Grosso. Ele foi localizado utilizando documentos falsos, assim como sua companheira e dois filhos adolescentes. Na ocasião, também foi apreendida uma pistola com numeração raspada.

O avanço das apurações levou à primeira fase da operação, em agosto de 2025, quando foi identificado um homem de 66 anos como possível intermediário do esquema. Ele possuía diversos documentos falsificados com identidades diferentes.

A análise do material apreendido revelou a ligação entre o intermediário e o servidor da Politec, que teria facilitado a emissão de documentos falsos, permitindo a atuação de criminosos sob identidades fictícias.

Segundo a delegada Eliane da Silva Moraes, responsável pela investigação, a operação é essencial para proteger os sistemas oficiais de identificação e impedir a atuação de organizações criminosas dentro de estruturas públicas.

O nome da operação faz referência à Hidra de Lerna, criatura da mitologia grega conhecida por suas várias cabeças, simbolizando o uso de múltiplas identidades pelos investigados para evitar a ação da Justiça.

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