Domingo, 20 de Setembro de 2020, 08h:20

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"Muitas coisas terão que ser apresentadas", diz pai de jovem que matou Isabele

Por: LUIS VINICIUS

“Muitas coisas ainda terão que ser apresentadas”. Essa afirmação é do empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, sobre a investigação da morte da adolescente Isabele Guimarães, 14 anos. Em entrevista ao HiperNotícias, o pai da adolescente, apontada de ter cometido o assassinato, alega ter “equívocos” no laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e que ainda existem coisas a ser mostradas.

Divulgação

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A filha de Marcelo de 15 anos foi apreendida na noite de terça-feira (15) após se apresentar à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), no bairro Carumbé, em Cuiabá. No entanto, na manhã de quarta-feira (16), o desembargador Rui Ramos concedeu habeas corpus em favor da jovem e a adolescente foi liberada. Ela não ficou nem 12 horas no Centro de Ressocialização Menina Moça.

Ao ser questionado se sua filha foi vítima de uma “injustiça”, o empresário disse que existem muitos equívocos na investigação da Polícia Civil.  

“Não é questão de injustiça. Eu acredito que existem muitas coisas que ainda terão que ser apresentadas para que, de fato, se tenha o que aconteceu (na morte de Isabele). Existem muitos equívocos e muitas coisas da forma que foi elaborado esse laudo”, disse o empresário à reportagem.

Em sua versão, a investigada afirmou que o tiro que atingiu Isabele foi acidental. A jovem alegou que o case (maleta que serve para acondicionar armas) teria caído e quando ele teria pego a pistola calibre 380, a arma teria disparado e acertado a vítima.

Porém, o laudo de criminalística realizado pela Diretoria Metropolitana de Criminalística da Politec apontou que o tiro que matou não foi acidental. De acordo com o parecer, o disparo aconteceu em uma altura de 1,44 metros do chão com alinhamento horizontal e a uma distância entre 20 e 30 centímetros do rosto da vítima. A versão vai de encontro com o relatado da investigada.

Diante do parecer, o delegado responsável pela investigação, Wagner Bassi, concluiu, no inquérito policial (IP), que a adolescente teve a intenção de matar Isabele. Após a conclusão da investigação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou a internação da jovem. O pedido foi deferido e a adolescente.

Ao ser perguntado sobre o HC concedido, Marcelo afirma que recebeu a informação com tranquilidade.

“Eu recebo a informação com a tranquilidade de quem está fazendo todos os procedimentos para cumprir o que a Justiça determina. A justiça determinou que ela (adolescente investigada) fosse internada, nós a apresentamos, e a justiça determinou que ela saísse”.

Por fim, Marcelo enfatiza que nenhum momento a sua filha fugiu e que após pedido, ele apresentou a menor.

“Foi pedido para que ela (adolescente investigada) se apresentasse. Eles (policiais civis) foram na minha residência, eu não estava no momento. Foi conversado e nós falamos que apresentaríamos, sem nenhum tipo de problema.

 

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