Um homem de 33 anos foi preso preventivamente na tarde de quarta-feira (28), suspeito de tentar matar a ex-companheira, também de 33 anos, com golpes de faca na cabeça e na testa, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, mesmo após o ataque, ele voltou a ameaçar a mulher, o que levou à solicitação da prisão preventiva.
O investigado foi localizado em casa, no bairro Jardim Umuarama, por uma equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) da capital. Após ser levado à delegacia, ele foi encaminhado para audiência de custódia e permaneceu à disposição da Justiça.
De acordo com as investigações, o ataque ocorreu em 10 de outubro, quando a mulher foi ao local indicado pelo ex-companheiro para visitar a filha do casal. Na ocasião, ela teria sido agredida e atingida com golpes de faca de serra na cabeça e na testa, além de receber ameaças de morte.
A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá. Conforme a Polícia Civil, o exame pericial identificou ferimentos provocados por instrumento cortante, que precisaram de sutura.
Ainda segundo a investigação, dois dias depois do ataque, o homem teria ido às proximidades do local de trabalho da ex-companheira e feito uma nova ameaça.
“Dessa vez não consegui, mas vou conseguir”, teria dito o investigado, conforme o relato policial.
Diante da gravidade dos fatos e do risco identificado à vítima, a DEDM solicitou a prisão preventiva. O pedido foi aceito pela 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, que considerou insuficientes apenas as medidas protetivas para conter o risco apontado.
O inquérito policial apura suspeitas de tentativa de feminicídio, perseguição, violência psicológica, ameaça e dano.
A delegada Liliane Diogo, titular da DEDM de Cuiabá, afirmou que a unidade prioriza investigações envolvendo risco à vida de mulheres, com foco na interrupção da violência e na efetividade das medidas de proteção.
O homem permanece à disposição da Justiça. As suspeitas investigadas ainda dependem da apuração e da análise judicial.
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