A morte do ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa, registrada na manhã desta quarta-feira (8), em Sinop (481 km de Cuiabá), encerra um histórico criminal que ganhou repercussão estadual em 2024. À época, ele foi apontado como um dos envolvidos na invasão ao restaurante Fonte do Paladar, em Cuiabá, onde o empresário e proprietário do jornal Estadão Mato Grosso, Geandré Latorraca, foi ameaçado de morte e obrigado a gravar um vídeo sob a mira de uma arma de fogo.
Segundo as investigações, o crime ocorreu em 16 de outubro de 2024, quando quatro homens armados entraram no estabelecimento comercial, localizado no Centro-Sul da Capital. Conforme relato da vítima, o grupo exigiu que ele gravasse um vídeo afirmando que não iria mais "mexer com mulher casada". Durante a ação, Geandré foi agredido com um soco na orelha e ameaçado de morte.
O empresário afirmou, na ocasião, que acreditava ter corrido risco real de ser executado. Após inicialmente se recusar a gravar o vídeo, ele acabou cedendo às ameaças depois que funcionários do restaurante perceberam a movimentação e houve uma confusão no local.
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Logo após deixarem o estabelecimento, os quatro suspeitos foram localizados e presos por equipes da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá.
INTIMIDAÇÃO
Em entrevista concedida no mesmo dia da ocorrência, Geandré Latorraca declarou acreditar que a ação poderia representar um recado direcionado ao jornal Estadão Mato Grosso, embora tenha informado que somente revelaria à Polícia Civil quem suspeitava estar por trás da ameaça.
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Na época, os suspeitos alegaram aos policiais que haviam saído de Sinop até Cuiabá para confrontar o empresário por causa de um suposto relacionamento extraconjugal com a esposa de um dos envolvidos.
FIGURINHA CARIMBADA
Após a prisão, o então comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Mendes, confirmou que Ednilton ainda integrava formalmente a corporação, mas estava afastado das funções e respondia a processo de demissão por outros crimes.
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Em nota, Mendes informou que a Corregedoria-Geral da PM instauraria procedimento administrativo para apurar a conduta do militar e destacou que ele permanecia na corporação em razão da tramitação dos processos administrativos e judiciais.
DEMISSÃO
Pouco mais de um mês após o episódio, em 29 de novembro de 2024, Ednilton Rafael Santos Costa foi oficialmente demitido da Polícia Militar. A decisão foi assinada pelo coronel Alexandre Mendes em um de seus últimos atos à frente do comando da corporação.
A portaria publicada no Diário Oficial apontou que o então soldado infringiu valores morais, éticos, deveres e obrigações da instituição. O documento também destacou que ele já respondia a processo demissório antes mesmo da ocorrência envolvendo Geandré Latorraca.
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