Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2020, 09h:57

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Devido à Covid-19, adolescente que matou Isabele ficará em quarto separado por 7 dias

Por: LUIS VINICIUS

A adolescente de 15 anos que foi apreendida por ter assassinado Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, deverá ficar em um quarto separado por sete dias no Centro de Ressocialização Menina Moça, localizado no bairro Carumbé, em Cuiabá. O “isolamento”, segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), acontece para ser observado se a menor apresentará alguns sintomas do coronavírus.

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A investigada foi apreendida na noite de terça-feira (15), após se entregar à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), depois da determinação da juíza Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Cuiabá. Acompanhada de seu advogado, Artur Osti, e de familiares e amigos, a menor chegou à unidade policial em um veículo Corolla branco.

Na sequência, ela foi ouvida pelo delegado Wagner Bassi, da DEA. Depois da oitiva, foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), localizado no bairro Jardim Imperial, na Capital, para passar por exame de corpo de delito. Pouco tempo depois, ela foi levada ao Centro de Ressocialização destinado às adolescentes infratoras.

De acordo com a Sesp, em um primeiro momento, ela será isolada pelo período de sete dias e os agentes de saúde verificarão se a menor irá apresentar algum sintoma do coronavírus. Após a “quarentena”, a menor deverá ser integrada às outras infratoras.

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A internação, em um primeiro momento, deverá durar 45 dias. Logo depois, ela deverá passar por audiência que apontará se continuará internada ou se será liberada. A quantidade de dias foi definida pela magistrada na decisão pela internação.

Outro lado

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 A adolescente deverá ficar apreendida por 45 dias

O HiperNotícias entrou em contato com o advogado Arthur Osti, mas as ligações não foram atendidas. Nos bastidores, “corre” a informação de que a defesa teria pedido um relaxamento da internação. Mas, a informação não confirmada pelo causídico.

Pedido

A adolescente foi internada após a Polícia Civil concluir que a menor teve a intenção de matar Isabele. O inquérito policial (IP), presidido pelo delegado Wagner Bassi, descartou a versão da menor e apontou que o tiro não foi acidental.

Após a conclusão do IP, a Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) representaram pela internação da menor. A solicitação foi autorizada pela juíza.

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