“Puro desespero”. Foi assim que o titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringueta, classificou a denúncia de ameaça do 2º tenente da Polícia Militar Cleber Ferreira de Souza. O crime teria sido cometido pelo policial civil depois que o delegado descobriu um suposto plano do militar para matá-lo.
Alan Cosme/HiperNoticias

Delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Henrique Stringueta
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O suposto crime do delegado teria ocorrido na 3ª Companhia da Polícia Militar. Stringueta, acompanhado de mais três policiais civis, foi à unidade militar armados e com coletes balísticos. Em seguida, o comandante da unidade policial, que não teve o nome revelado, convidou os policiais a entrarem na unidade imaginando que seria tratado assuntos sobre atividade policial.
Entretanto, durante conversas, Stringueta relatou ao comandante que sabia que Cleber estava planejando matá-lo. A autoridade ainda orientou o tenente da Polícia Militar a “rezar para não acontecer nada, que caso acontecesse, ele já sabia”.
Logo depois, o comandante teria questionado o delegado: “sabia o que?”. Na sequência, Stringueta teria dito que Cleber era o principal suspeito, caso ele fosse assassinado.
Na sequência, os agentes que acompanhavam o delegado teriam dito: “Já que você tem várias broncas, você sabe que isso irá aumentar as suas broncas, então reze para que o delegado não morra”. Na linguagem policial, “bronca” se refere quando o agente responde a processos disciplinares.
Após a divulgação do boletim de ocorrência, o HiperNotícias procurou Stringueta o qual classificou a queixa como “puro desespero”.
Cleber relatou ainda no boletim de ocorrência que as falas dos policiais civis dão a entender que ele “irá sofrer represálias de toda ordem”.
Operação Coverage
Cleber e Stringueta possuem “rusgas” desde a Operação Coverage, deflagrada em agosto de 2019. À época, a ação policial foi coordenada pela autoridade policial.
O tenente é suspeito de utilizar seus cargos e funções de relevância para adulterar o registro de uma pistola 9 mm, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.
O revólver pertence a Cleber. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as fraudes foram descobertas após a apreensão da pistola e do celular do tenente na Operação Assepsia, também deflagrada pela GCCO.
A assepsia investiga Cleber por tentar colocar um freezer recheado de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).
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