O tenente da Polícia Militar Cleber de Souza Ferreira, que foi preso pela Polícia Civil durante a "Operação Coverage", registrou um boletim de ocorrência acusando o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringuetta, de tê-lo ameaçado em uma unidade militar, em Cuiabá. A autoridade policial teria feito a ameaça depois de descobrir que Cleber estava planejando matar um delegado da Polícia Civil.
Alan Cosme/HNT/HiperNoticias

Delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringueta
A suposta ameaça teria sido feita na segunda-feira (26), mas a denúncia do oficial foi registrada na terça (27). No boletim de ocorrência, que o HiperNotícias obteve, no início da semana, Stringuetta, acompanhado de mais três delegados, foi à 3° Companhia da Polícia Militar. Em seguida, o comandante da unidade policial, que não teve o nome revelado, convidou os policiais a entrarem na unidade imaginando que seria tratado assuntos sobre atividade policial.
Entretanto, durante conversas, Stringueta relatou ao comandante que sabia que Cleber estava planejando matar um delegado. A autoridade ainda orientou o tenente da Polícia Militar a “rezar para não acontecer nada, que caso acontecesse, ele já sabia”.
Logo depois, o comandante teria questionado o delegado: “sabia o que?”. Na sequência, Stringueta teria dito que Cleber era o principal suspeito, caso algum delegado fosse assassinado.
Na sequência, os agentes que acompanhavam o delegado teriam dito: “Já que você tem várias broncas, você sabe que isso irá aumentar as suas broncas, então reze para que o delegado não morra”. Na linguagem policial, “bronca” se refere quando o agente responde a processos disciplinares.
Cleber relatou ainda no boletim de ocorrência que as falas dos policiais civis dão a entender que ele “irá sofrer represálias de toda ordem”.
Depois da conversa, Stringueta teria entregue a esse oficial cópia de uma denúncia. O conteúdo da queixa, entretanto, não foi informado à reportagem.
Por fim, Cleber afirma que os fatos narrados pelo delegado não tinham qualquer procedência e que prontamente se dispos a prestar quaisquer esclarecimentos que fossem necessários.
O oficial ainda afirma que ofereceu o seu aparelho celular para que fosse periciado pelos policiais civis. Entretanto, o delegado teria recusado.
Operação Coverage
Cleber e Stringueta possuem “rusgas” desde a Operação Coverage, deflagrada em agosto de 2019. À época, a ação policial foi coordenada pela autoridade policial.
O tenente é suspeito de utilizar seus cargos e funções de relevância para adulterar o registro de uma pistola 9 mm, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.
O revólver pertence a Cleber. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as fraudes foram descobertas após a apreensão da pistola e do celular do tenente na Operação Assepsia, também deflagrada pela GCCO.
A assepsia investiga Cleber por tentar colocar um freezer recheado de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).
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