Segunda-Feira, 19 de Fevereiro de 2018, 16h:50

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Assassino usou estilete para arrancar pele do rosto de grávida encontrada morta

Por: LUIS VINICIUS

 

A jovem Viviane da Silva Ângelo, de 18 anos, que foi encontrada morta na tarde de domingo (18), teve o seu rosto desfigurado pelo assassino, na região da Ponte de Ferro, área rural de Cuiabá. De acordo com informações recebidas pelo HiperNotícias, o criminoso usou um estilete para arrancar a pele do rosto da vítima, que estava grávida de sete meses e esperava um menino. Um mototaxista, que é o principal suspeito de ter cometido o crime, prestou depoimento à delegada Alana Cardoso e foi liberado.

 

Reprodução - PJC

viviane morta na ponte de ferro

 Corpo de Viviane foi encontrado no Coxipó do Ouro

Conforme informações, a jovem saiu da casa da avó na sexta-feira (16), em um moto-taxi e, desde então, não deu mais notícias. No domingo (18), dois dias após o desaparecimento, uma pessoa que passava pela região da Chácara Recanto Feliz, no Coxipó do Ouro, acionou a Polícia Militar e avisou que o corpo de uma mulher havia sido encontrado nas proximidades da Ponte de Ferro.

 

Logo em seguida, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para atender o caso. Quando chegaram, encontraram Viviane com o rosto desfigurado. Apenas a arcada dentária estava intacta. Um estilete e um celular foram recolhidos ao lado do corpo. Os agentes não descartam a hipótese de ser um crime de mando, no qual os assassinos levariam a parte do corpo da vítima para comprovar que o assassinato havia sido executado.

 

Em seguida, os policiais descobriram que o celular, que estava na cena do crime, era do mototaxista que foi visto pela última vez com a vítima. Os agentes conseguiram chegar até o suspeito e o levaram para a delegacia onde ele prestou depoimento à delegada.

 

Nos esclarecimentos, o homem negou que havia matado Viviane e afirmou que estava no local a pedido da vítima. O profissional, que não teve o nome revelado pelos investigadores, disse que em determinado momento, um homem chegou ao endereço e começou a discutir com a vítima. O piloto contou ainda que esse homem mandou que mototaxista saísse do local. Diante disso, ele teria se assustado e deixado o celular cair no local.

 

O mototaxista contou ainda que antes que ele saísse do local, ele viu Viviane ser agredida com golpes de capacete. Ele, contudo, não teria visto a mulher sendo morta. Toda a versão será investigada pela delegada Alana Cardoso.

 

Logo após o depoimento, que foi prestado na noite de domingo, o mototaxista foi liberado. No entanto, conforme informações recebidas pela reportagem, ele seria o único suspeito de cometer o crime.

 

Além do suspeito, a delegada Alana Cardoso já ouviu outras pessoas.

 

“Após o crime, nós já iniciamos as diligências e ouvimos algumas pessoas que estiveram com ela na sexta-feira (16). São várias hipóteses que nós estamos trabalhando, no entanto, ainda é muito cedo para citar qualquer. Algumas pessoas da família já foram ouvidas por nós, mas devido ao momento de luto, ainda não formalizamos o caso”, disse Alana. 

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