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Polícia Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 10:17 - A | A

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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 10h:17 - A | A

90 HORAS TRABALHO

Adolescente é obrigada a cumprir trabalho forçado como castigo de facção em MT

Adolescente contou que foi obrigada a cumprir 90 horas de trabalho forçado sob ameaça

SILVÉRIO ALMEIDA
Da redação

Uma mulher de 31 anos foi presa nesta quarta-feira (1º) durante uma ação da equipe Raio, da Polícia Militar, em Alta Floresta (796 km de Cuiabá), suspeita de aplicar punições determinadas por uma facção criminosa e manter uma adolescente de 17 anos submetida a trabalho forçado como forma de castigo.

A abordagem ocorreu em uma residência no bairro Cidade Bela, apontada por denúncias anônimas como um local utilizado pela organização criminosa para o comércio de drogas e para a aplicação de punições contra integrantes que descumpriam as regras impostas pela facção.

Segundo a polícia, ao perceber a aproximação da equipe, a suspeita tentou entrar na casa, mas foi abordada antes de conseguir acessar o imóvel. Durante a ocorrência, uma adolescente de 17 anos chegou ao local e relatou aos policiais que estava cumprindo "horas comunitárias", uma espécie de trabalho forçado imposto pela facção.

Conforme o depoimento, ela foi obrigada a cumprir 90 horas de serviços, como capinar terrenos e recolher lixo durante o período da tarde, por ter agredido outra integrante da organização criminosa.

LEIA MAIS: Polícia Civil mira núcleo financeiro de facção ligada ao tráfico de drogas em Cuiabá

Diante da situação de flagrante, os policiais realizaram buscas na residência e encontraram uma balança de precisão e uma porção de maconha dentro de uma bolsa na sala da casa. Ainda durante a ocorrência, tanto a adolescente quanto a mulher detida afirmaram que a facção costuma aplicar punições semelhantes contra seus integrantes, incluindo trabalhos forçados e agressões físicas como forma de castigo por dívidas ou pelo descumprimento das regras da organização.

A mulher presa também relatou aos policiais que já foi vítima desse tipo de punição. Segundo ela, sofreu agressões que deixaram marcas nas costas e nas pernas por determinação do próprio marido, que está preso em Cuiabá. O castigo teria sido executado por outro integrante da facção porque ela saiu para consumir bebida alcoólica em um bar sem autorização.

A suspeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Alta Floresta juntamente com os materiais apreendidos. O caso será investigado para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação da facção criminosa na cidade.

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