O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a argumentação do Ministério Público Federal (MPF) de que o ministro de Agricultura, Blairo Maggi (PP) estaria tentando atrapalhar investigações e autorizou busca e apreensão em sua casa e empresa.
Fux autorizou o procedimento no último dia seis e a medida foi cumprida na manhã desta quinta-feira (14) na operação Malebolge, 12ª fase da Operação Ararath.
Além de Blairo foram alvos da operação José Aparecido dos Santos, Gustavo Adolfo Capilé de Oliveira, Marcelo Avalone, Carlos Avalone Júnior e Carlos Eduardo Avalone, gabinetes de deputados na Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na casa do prefeito Emanuel Pinheiro.
Segundo o pedido do procurador geral da República, Rodrigo Janot, a medida tem por objetivo angariar provas para as investigações de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa que teriam sido cometidos pelos alvos da Operação.
Narra o pedido do MPF que “entre 2014 e 2017, Blairo Borges Maggi, valendo-se de interpostas pessoas, a exemplo de Gustavo Adolfo Capilé e José Aparecido dos Santos, vem praticando atos que caracterizam obstrução de investigação criminal no bojo da Operação Ararath, a fim de que não fossem produzidas provas em seu desfavor referentes aos crimes imputados acima”.
De acordo com o documento, Blairo teria elaborado estratégias para que o delator da Ararath, Junior Mendonça, não relatasse suas participação nos crimes investigados e também oferecido dinheiro ao ex-secretário Éder Moraes para que voltasse atrás em seu depoimento e alterasse a versão apresentada.
Os indícios de que o políticos estaria obstruindo as apurações ganharam força após a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), seu irmão Antonio Barbosa e o ex-chefe de gabinete Silvio Cesar. O nome de Blairo é amplamente mencionado em tais delações.
“Neste contexto, justifica-se que se autorize o cumprimento da diligência tanto no domicílio pessoal quanto profissional dos Requeridos, considerando a perspectiva concreta de que, nos aludidos locais, sejam encontradas provas úteis ao prosseguimento da investigação, o que possuiria o condão de reforçar a suspeita quanto ao cometimento dos delitos cogitados”, diz trecho da decisão.
O ministro também autorizou busca no interior de veículos e escritórios.
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