Em paralelo, ministros das Relações Exteriores europeus se reuniam em Bruxelas, onde devem discutir as necessidades de defesa da Ucrânia e as ameaças russas ao continente.
"Nossa principal prioridade é a defesa antibalística", afirmou Zelenski nas redes sociais após chegar a Paris.
O líder ucraniano quer acelerar, antes do inverno, planos para desenvolver em conjunto com países europeus sistemas de defesa aérea antibalística. Segundo Kiev, a Rússia costuma intensificar ataques nessa época para limitar o acesso da população a eletricidade, aquecimento e água.
Zelenski disse que autoridades ucranianas apresentarão um Programa Antibalístico e se reunirão com chefes de governo, assessores de segurança nacional e empresas de defesa que possam participar da iniciativa.
A promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, de conceder à Ucrânia uma licença para produzir sistemas de defesa aérea Patriot pode representar um avanço importante para Kiev. Especialistas e autoridades ucranianas, no entanto, alertam que transformar a ideia em equipamentos operacionais provavelmente levará anos. Também não está claro em quanto tempo um novo sistema europeu poderia ser construído.
Zelenski afirmou ainda que se encontrará com o presidente francês, Emmanuel Macron, e que as Forças Armadas ucranianas participarão do desfile anual do Dia da Bastilha, feriado nacional da França.
Tanto Kiev quanto seus aliados europeus querem capitalizar os avanços recentes da Ucrânia e pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, a negociar o fim dos combates. Moscou, porém, não tem sinalizado disposição para concessões, apesar do esforço de paz do governo Trump.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia acompanhará de perto a reunião em Paris, mas descartou suas pretensões.
"Esta é uma coalizão de belicistas", afirmou Peskov. "Eles são movidos pela profunda ilusão de que é possível impor uma derrota estratégica ao nosso país. Portanto, é uma coalizão de iludidos, uma coalizão de quem incita a guerra."
Analistas e autoridades ocidentais dizem que avanços ucranianos na tecnologia de drones deram ao país vantagem nos últimos meses. Segundo eles, ataques a rotas de suprimento atrás da linha de frente reduziram o ímpeto do Exército russo no campo de batalha, tornando seu avanço mais lento e mais custoso. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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