O novo abalo ocorreu em meio ao trabalho de moradores e equipes de emergência que seguem vasculhando escombros de edifícios desabados em busca de sobreviventes dos tremores da semana passada.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, afirmou que não havia relatos imediatos de novos danos causados pelo tremor desta segunda-feira, que levou moradores da capital, Caracas, a correrem para as ruas em pânico.
"Estamos aqui de novo, de volta à rua. Não sei quando teremos um momento de verdadeira paz", disse Concepción Hernández, de 51 anos, que deixou seu prédio residencial no município de Chacao, em Caracas.
O tremor desta segunda-feira também abalou a cidade portuária de La Guaira, uma das áreas mais atingidas, onde equipes de resgate locais e internacionais têm trabalhado contra o tempo desde que os dois terremotos atingiram o estado do norte do país há cinco dias.
O governo informou que 1.450 pessoas morreram nos terremotos, enquanto enfrenta críticas crescentes de venezuelanos que consideram a resposta oficial insuficiente e ofuscada pelos esforços de civis para resgatar pessoas soterradas sob edifícios que desabaram. Milhares de outras pessoas continuam desaparecidas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no fim da noite de domingo, 28, que, mesmo após o período considerado mais crítico, as buscas por sobreviventes continuariam. Segundo o governo, mais de 2.600 socorristas de diversos países chegaram ao país com cães farejadores treinados e equipamentos especializados. (Com informações da Associated Press).
(Com Agência Estado)
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