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Mundo Sexta-feira, 20 de Março de 2026, 17:00 - A | A

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Sexta-feira, 20 de Março de 2026, 17h:00 - A | A

Trump diz que não quer cessar-fogo com Irã agora e minimiza impacto do fechamento de Ormuz

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na tarde desta sexta-feira, 20, que não quer um cessar-fogo com o Irã no Oriente Médio, embora esteja aberto a dialogar com autoridades americanas. "Não fazemos um cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído", disse, em comentários para repórteres.

O republicano também minimizou o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. "Tudo o que eles estão fazendo é obstruir a passagem, mas, do ponto de vista militar, o Irã está acabado", defendeu, repetindo que o país persa não possui mais marinha, forças militares ou lideranças. De acordo com ele, os EUA ainda possuem muitas munições e tropas para finalizar seus objetivos militares no Oriente Médio.

Apesar disso, Trump voltou a se contradizer sobre a necessidade de apoio de aliados para reabrir o estreito. O presidente americano disse que é uma "manobra simples" reabrir Ormuz, mas que exige uma grande frota de navios e por isso os EUA buscam ajuda de outros países. "Mas não deve levar muito para o Estreito de Ormuz se reabrir sozinho agora que o Irã está acabado", afirmou. "Estamos fazendo um bom trabalho, mas seria bom se a China, o Japão e outros países que precisam do petróleo de lá se envolvessem."

O republicano ainda reiterou críticas contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alegando que mesmo que a aliança militar não queira ajudar os americanos, "outros querem". "Estou surpreso que a Otan tenha dito não para nós, porque sempre dissemos sim para eles", apontou, observando ainda que os países-membros estão entre os mais dependentes de importações de combustível que passam por Ormuz.

Segundo Trump, até mesmo o Congresso dos Estados Unidos estaria insatisfeito com a recusa da aliança militar em se engajar nas ações no Oriente Médio.

O mandatário destacou particularmente o que classificou como demora do Reino Unido em permitir que os americanos utilizassem suas bases militares na região. "Deveriam ter sido rápidos", pontuou.

(Com Agência Estado)

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