Trump afirmou que há "grandes progressos", inclusive nas negociações sobre reféns, mas não detalhou os resultados. Também disse que poderá assinar um documento "mais tarde, ou quando eu quiser", sem identificar o texto.
Na sexta-feira (16), o presidente americano assinou uma ordem que dispensa a aplicação de medidas previstas em lei sancionada em setembro. Entre elas estão tarifas adicionais de 500% sobre produtos russos e de 100% sobre mercadorias de determinados países compradores de petróleo e gás da Rússia. A decisão não elimina todas as sanções americanas já em vigor contra Moscou.
Ao criticar os ataques às refinarias, Trump afirmou que as operações ucranianas prejudicam agricultores, pecuaristas e empresas de diferentes setores, inclusive nos Estados Unidos. Disse ainda que a Rússia continua enviando milhões de barris de diesel ao mercado mundial a preços baixos. A publicação não detalha preços, volumes ou o impacto dos ataques sobre o abastecimento.
As declarações reforçam a defesa do acordo anunciado neste mês para facilitar as exportações russas de diesel. Neste domingo, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse ao programa This Week, da ABC, que a iniciativa busca incentivar Moscou a reduzir o conflito com a Ucrânia e permitir que o combustível chegue ao mercado internacional. Ele afirmou que as sanções ao petróleo russo permanecem. Na véspera, o secretário de Estado, Marco Rubio, argumentou que o diesel russo seria vendido de qualquer maneira. A suspensão das novas punições, porém, provocou críticas de parlamentares democratas e republicanos, que defendem a manutenção da pressão econômica sobre Moscou pela invasão da Ucrânia.
Trump também relacionou sua posição à atuação russa no conflito com o Irã. Segundo ele, Moscou faz "muito pouco, ou nada" para ajudar Teerã em comparação com o que poderia fazer, situação que deseja preservar. O presidente não apresentou informações que sustentem essa avaliação.
O republicano acusou ainda Zelensky de não querer encerrar a guerra e associou essa suposta resistência à ajuda financeira recebida da Europa e do governo do ex-presidente Joe Biden. "Eu quero que esta guerra acabe!", escreveu.
O governo ucraniano afirma buscar um acordo e cobra maior pressão sobre a Rússia. Neste domingo, Zelensky conversou com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner sobre os resultados de uma reunião entre equipes dos dois países na Flórida e os próximos passos diplomáticos.
Os ataques à infraestrutura energética continuam dos dois lados. Drones ucranianos atingiram neste domingo um terminal de exportação de petróleo e um depósito em São Petersburgo. Segundo o governador da cidade, Alexander Beglov, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas. Zelensky afirmou que a Rússia atacou os setores de energia, petróleo e gás da Ucrânia 76 vezes na semana seguinte ao anúncio de uma trégua energética feito por Trump em 11 de outubro.
(Com Agência Estado)
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