Na Conferência de Segurança de Munique, Macron disse acreditar que o fim do conflito pode estar se aproximando e declarou apoio aos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para alcançar um acordo "justo e duradouro".
Ressaltou, porém, que Moscou continua atacando infraestruturas civis e energéticas ucranianas e que a resposta "não pode ser ceder às exigências da Rússia", mas sim ampliar a pressão, especialmente sobre a chamada "frota-sombra" de petróleo, que, segundo ele, sustenta financeiramente a guerra.
O presidente francês classificou a Ucrânia como o principal desafio atual da Europa e afirmou que não haverá paz sem a participação dos europeus nas negociações. "Os europeus precisam concordar com qualquer acordo possível", disse, acrescentando que o bloco será essencial para oferecer garantias de segurança no pós-guerra.
Ele informou ainda ter decidido estabelecer um canal direto de comunicação com Moscou, em coordenação com parceiros europeus e americanos e em "total transparência" com os ucranianos.
Macron argumentou que a Rússia está isolada economicamente e cada vez mais dependente da China, e que a Europa precisa agir a partir de uma posição de força. Nesse contexto, propôs lançar consultas entre parceiros para discutir uma visão estratégica de longo prazo e reforçou que o continente deve se tornar uma potência geopolítica.
Em meio à incerteza internacional, defendeu a redução de dependências em áreas como inteligência artificial (IA), minerais críticos e defesa, além do fortalecimento da base industrial europeia. "Acredito que a Europa é forte e pode se fortalecer ainda mais", afirmou.
(Com Agência Estado)
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