Em participação no evento CNN Global Perspectives, realizado em Bangcoc, em paralelo às Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Lagarde disse que o BCE ainda não observa efeitos de segunda ordem na inflação, mas monitora sinais e "índices" que possam demonstrar repasses persistentes, sobretudo via salários. O risco desses efeitos é que, quando ficam totalmente visíveis, "já é tarde para agir", segundo a presidente do BCE.
Lagarde reiterou que a política monetária europeia permanece dependente de dados e será calibrada a cada reunião, com foco em atingir a meta de inflação de 2% no médio prazo. Questionada sobre tensões nos mercados de títulos e riscos fiscais, Lagarde afirmou que o fenômeno não é exclusivo da Europa e que, no caso da França, a "primeira solução passa por políticas fiscais domésticas".
Sobre a estratégia de comunicação do BCE, a presidente da instituição disse que, nas circunstâncias atuais, a orientação futura "não ajuda" e que o principal instrumento são os juros.
Presidência da França
Ao ser perguntada se pretende concorrer à Presidência da França, Lagarde foi direta: "Não". E completou: "Sou uma banqueira central e não vou sair da minha área enquanto eu for uma banqueira central".
Em outro painel do mesmo evento, a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, disse que os gargalos no comércio atingiram o pior nível nos 80 anos de história da entidade, embora os números apontem certa resiliência. Segundo Okonjo-Iweala, 72% do comércio mundial ainda ocorre sob regras globais da OMC, porque empresas buscam previsibilidade.
A dirigente acrescentou que o crescimento do comércio de mercadorias ficou em 3,5% no primeiro semestre, acima do projetado, e que a OMC elevou para 3,9% a previsão de alta no ano - em grande parte graças ao avanço da inteligência artificial, que correspondeu por metade do aumento neste ano.
Já o presidente do Banco da Coreia (BoK), Shin Hyun-song, apontou que o ciclo de investimentos ligado à inteligência artifical tem potencial para superar choques negativos de curto prazo e citou projeções de mais de US$ 1 trilhão em aportes nos próximos três a quatro anos. Para o chefe do banco central sul-coreano, o ponto central é medir por quanto tempo o boom de investimentos sustentará o comércio global e a atividade da economia do país, em meio à incerteza geopolítica.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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