Autoridades pediram aos moradores de partes de Tessalônica, a segunda maior cidade da Grécia, que permaneçam em ambientes fechados e fechem suas janelas e portas devido à fumaça tóxica de uma usina de reciclagem que foi atingida por um incêndio florestal.
Outro grande foco surgiu na tarde deste domingo a oeste da capital grega, Atenas. O corpo de bombeiros informou que 155 bombeiros, apoiados por voluntários, equipes especializadas, 16 aviões de combate a incêndios e seis helicópteros foram mobilizados para combater o fogo que avança por uma floresta de pinheiros na área de Mandra.
Na área de Vouzela, no centro de Portugal, mais de 1,2 mil bombeiros, apoiados por quase 400 veículos e 15 aeronaves, tentam apagar um incêndio que começou na quinta-feira, 2, segundo a autoridade de Proteção Civil. O fogo já queimou uma área de 12 mil hectares, segundo informações da agência de mapeamento por satélite Copernicus, da União Europeia.
A Proteção Civil e Ajuda Humanitária da UE informou que a Espanha enviou 120 bombeiros e 45 veículos como reforço para Portugal na sexta-feira, 3, e três aeronaves de combate a incêndios da Itália também foram enviadas para ajudar.
Segundo a mídia portuguesa, o fogo já não tem grandes frentes ativas, mas alguns pontos ainda permanecem.
Na Espanha, um incêndio florestal que queima desde sexta-feira, 3, na região de Girona, no nordeste do País, já destruiu quase 2,2 mil hectares, informou a agência de notícias EFE. O chefe de operações do Serviço de Bombeiros da Catalunha, Eduard Martinez, disse que o incêndio tem um perímetro de 40 km e que os bombeiros talvez não consigam controlá-lo neste domingo, segundo a EFE.
Fumaça tóxica no norte da Grécia
Do outro lado do sul da Europa, na Grécia, um incêndio de rápida propagação em uma usina de reciclagem perto do subúrbio de Oraiokastro, em Tessalônica, acionou alertas de evacuação em três bairros e uma instalação que abriga 157 pessoas com deficiência neste sábado, 4.
Ventos fortes alimentaram as chamas e cerca de 160 bombeiros foram mobilizados para combater o fogo durante a noite até que as aeronaves pudessem decolar ao amanhecer, informou o Corpo de Bombeiros.
O prefeito de Oraiokastro, Pandelis Tsakiris, disse à emissora estatal da Grécia, ERT, que várias empresas e casas foram danificadas, mas que um cenário mais claro surgirá após as autoridades realizarem uma avaliação completa.
Um homem de 76 anos foi preso suspeito de ter iniciado o incêndio ao gerar faíscas com seu veículo perto da estrada, informou o Corpo de Bombeiros. Ele deveria se apresentar a um promotor neste domingo.
O incêndio ocorre dias após chamas em uma área próxima matarem um menino de 12 anos e seu pai.
Negligência
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, o brigadeiro Ioannis Artopoios, disse em entrevista à TV ERT neste domingo que cerca de 85% dos incêndios florestais na Grécia foram causados por negligência, inclusive por faíscas geradas pelo uso de maquinário agrícola, cigarros descartados e churrasqueiras ao ar livre.
A Grécia sofre com incêndios florestais frequentes e muitas vezes devastadores durante seus verões quentes e secos. Em 2018, um incêndio a leste de Atenas matou mais de 100 pessoas, enquanto um incêndio de grandes proporções em 2023 destruiu uma reserva natural no nordeste do País e foi considerado o maior incêndio florestal registrado na UE.
O país tem recorrido cada vez mais à tecnologia para combater a ameaça dos incêndios, agravada pelas mudanças climáticas. O governo está integrando uma frota de quatro satélites, lançados em órbita baixa em maio, que monitorarão incêndios florestais.
Mesmo sendo poupado das ondas intensas de calor neste verão, o País ainda registrou dezenas de incêndios em todo o território, tanto no continente quanto nas ilhas.
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.C
(Com Agência Estado)
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