A entrevista é publicada no mesmo dia em que o candidato da oposição, Henrique Capriles, apresentará um pedido de impugnação eleitoral contra o resultado da eleição venezuelana de 14 de abril. No pleito, Maduro foi eleito com uma diferença de 1,49 ponto percentual em relação ao opositor.
Para Maduro, o país chegará à paz e disse que impedirá que chegue ao poder o que chamou de "projeto extremista de direita", em referência ao adversário político. "Impediremos que na Venezuela surja um novo Pinochet e faremos isso por via democrática".
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O mandatário pediu aos países europeus que abram os olhos, já que há "uma percepção caricaturesca" de que há uma ditadura na Venezuela.
NOVO CHÁVEZ
Questionado sobre a crise, Maduro disse que os países europeus passam por um "desastre" similar aos anos 1990 na América Latina, em que os governos tiveram que tomar medidas de austeridade indicadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
Para o venezuelano, os europeus devem se preparar para o surgimento de governos como os de Hugo Chávez e Lula como resposta à crise internacional, embora acredite que o continente "se deixou dominar pelos Estados Unidos".
Maduro também pediu respeito do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e voltou a acusar agentes americanos, como Roger Noriega, John Negroponte e Otto Reich, de querer desestabilizar a Venezuela. O venezuelano afirma que não há diferenças entre o atual presidente e George W. Bush.
"Os Estados Unidos é governado por um aparelho militar-industrial, midiático e financeiro e que seu Obama sorri, mas bombardeia. Ele só tem uma imagem diferente à de Bush, mas serve melhor aos interesses de dominação mundial americanos".
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