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Mundo Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012, 08:26 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012, 08h:26 - A | A

PARTIDA

Evo Morales e diplomatas fazem pausa nas reuniões da ONU e disputam partida de futebol

O jogo foi organizado pelo Escritório para a América Latina e o Caribe da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

AGÊNCIA BRASIL

Por pouco mais de uma hora e meia, o presidente da Bolívia, Evo Morales, assessores, diplomatas bolivianos e estrangeiros e funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) deixaram as formalidades de lado e disputaram ontem (26) uma partida de futebol. O jogo ocorreu em Roosevelt Island, de frente para Manhattan, nos arredores do prédio principal no qual ocorria a 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

A partida acabou com um placar de 10 x 5. A equipe de Evo Morales foi a vitoriosa. O jogo foi organizado pelo Escritório para a América Latina e o Caribe da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Segundo o presidente boliviano, o objetivo da partida é chamar a atenção contra a violência que afeta as mulheres em todo o mundo e especialmente na América Latina. Morales reclamou que ainda há resistências à participação das mulheres em vários setores da política e economia.

O pontapé inicial do jogo de futebol foi dado pela ex-presidenta do Chile e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet. A chilena destacou os esforços da Bolívia para combater o flagelo da violência contra as mulheres e a promulgação de uma lei específica sobre o tema.

"Na América Latina e no Caribe, mais de 40% das mulheres são vítimas de abuso físico e mais de 50% são psicologicamente abusadas. Em alguns países da América Central há [pelo menos] duas mulheres mortas por dia devido à violência por gênero", disse Bachelet.

O diretor do Pnud, Heraldo Munoz, elogiou o esporte como ferramenta de transmissão de mensagens. "O esporte [pode ser] um instrumento para a construção da paz e da compreensão entre as nações. Também é importante para unir a luta contra a violência contra as mulheres", disse ele.

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