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Mundo Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, 12:30 - A | A

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, 12h:30 - A | A

Corpos de vítimas de enchentes no Nepal foram arrastados até a Índia

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Índia recuperou sete corpos de vítimas das inundações que atingiram o Nepal. Segundo autoridades locais, os corpos estavam boiando nos rios dos distritos de Maharajganj e Kushinagar, que fazem fronteira com a região de Chitwan, no sul do Nepal, uma das áreas atingidas.

"Quatro corpos não identificados foram recuperados no distrito na quinta-feira", disse à AFP Gaurav Singh Sogarwal, autoridade distrital de Maharajganj.

"Acreditamos que eles tenham sido levados para a Índia pelo fluxo das águas vindas do Nepal após as inundações repentinas."

Outros três corpos foram encontrados em Kushinagar, cerca de 70 quilômetros rio abaixo da fronteira. Os cadáveres ainda não foram identificados.

O deslizamento de terra devastador que atingiu o norte do Nepal na quarta-feira, perto da fronteira com a China, deixou pelo menos 579 mortos, anunciou nesta sexta-feira, 28, a autoridade de gestão de emergências do Nepal em uma atualização do balanço.

As autoridades chinesas, por sua vez, relataram cinco mortes na Região Autônoma do Tibete, elevando o número provisório de mortos no desastre para 584. O desastre também deixou mais de 1.900 pessoas desaparecidas.

As buscas continuam, mas o risco de novas inundações e deslizamentos dificulta o trabalho das equipes de emergência e o acesso às áreas mais atingidas.

As autoridades nepalesas informaram que todos os membros das forças de segurança, equipes de resgate e civis envolvidos nas operações de resgate e socorro foram orientados a permanecer em estado de alerta máximo e a se deslocarem imediatamente para um local seguro, se necessário.

"Ainda há muito derretimento glacial em curso devido às altas temperaturas, e a água está se acumulando em vários pontos, já que certamente haverá muitos detritos e rochas no curso do rio", disse Jakob Steiner, geocientista da Universidade de Graz, na Áustria, que reside em Dhaka, Bangladesh.

Tanto Zhang quanto Steiner disseram que os alertas devem ser levados a sério, pois muitos socorristas estão se colocando em grande risco para encontrar os desaparecidos, mas é improvável que uma enchente repentina tão devastadora quanto a de quarta-feira volte a acontecer.

*Com informações de agências internacionais.

(Com Agência Estado)

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