Ele é líder do clã Mazzarella, que é ligado à Camorra, e foi preso na cidade de Vietri sul Mare.
Segundo um comunicado da polícia italiana, Mazzarella estava acompanhado de sua mulher e seus dois filhos. Ele estava em uma luxuosa vila na costa amalfitana e não ofereceu resistência.
O líder do clã estava foragido desde 28 de janeiro de 2025, quando escapou da prisão sob acusação de homicídio agravado.
O clã Mazzarella é conhecido por diversas atividades criminosas, como falsificação de moeda e fraude.
Em fevereiro, a polícia italiana realizou outra operação em que prendeu integrantes da máfia. 181 pessoas apontadas como afiliadas à Cosa Nostra, como a máfia siciliana é conhecida, representando o que os oficiais disseram ser um "golpe importante" a uma organização criminosa que tem dominado a região por gerações.
"A Cosa Nostra está longe de estar morta, mesmo após anos sendo alvo de promotores e operações policiais", disse Domenico La Padula, um tenente-coronel dos Carabinieri (destacamento que responde diretamente ao Ministério da Defesa italiano) que supervisionou a operação.
A investigação, segundo ele, mostrou que o grupo havia se reorganizado e "encontrado nova energia e nova força," recrutando novos membros e deixando de lado diferenças para focar em lucrar com novos empreendimentos criminosos, como o jogo de azar online.
A organização conseguiu sobreviver porque permaneceu "fortemente atrelada às regras de seus fundadores e aos seus antigos rituais", mesmo se modernizando, disse a polícia dos Carabinieri em um comunicado. Eles usam, por exemplo, smartphones criptografados que "limitavam a necessidade de reuniões e encontros tradicionais ao mínimo indispensável". (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
(Com Agência Estado)
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