Quinta-Feira, 27 de Fevereiro de 2020, 09h:26

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Primeira audiência de acusada de matar enteada envenenada acontece nesta quinta-feira

Por: PEDRO COUTO, ESPECIAL HIPERNOTÍCIAS

A primeira audiência do "Caso Mirela" acontece nesta quinta-feira (27), às 14 horas na 14ª Vara Criminal de Cuiabá.  A menina de 11 anos morreu em junho de 2019, em Cuiabá, sob suspeita de ter sido envenenada por sua madrasta Jaira Gonçalves de Almeida. 

Reprodução

madrasta e mirella

 

Nesta audiência serão colhidos os depoimentos das testemunhas de defesa e acusação. Em seguida, o juiz irá decidir se Jaira  será julgada ou não pelo Tribunal do Júri.

Mirella Poliane Chue morava com o pai e a madrasta no bairro Nossa Senhora Aparecida, na Capital, quando morreu no ano passado. Os médicos não conseguiram apontar uma causa para a morte e por isso o corpo dela foi encaminhado para necropsia. Exames mais detalhados encontraram vestígios de veneno na corrente sanguínea.

Um mês após a morte da criança, Jaíra foi presa. De acordo com a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), a madrasta teria colocado veneno na comida da menina em pequenas doses, entre abril e junho do ano passado.

À época, os delegados informaram que todas as vezes que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital, lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. 

Herança maldida 

A motivação para a madrasta cometer o crime seria uma herança que a menina tinha recebido, ao nascer, fruto de uma indenização pela morte de sua mãe, durante parto dela em um hospital da Capital, por erro médico.

A ação foi movida pelos avós maternos da criança, que ingressou na Justiça pela indenização, que em 2019, após 10 anos, foi encerrado o processo, com causa ganha à família de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios.

Parte do dinheiro ficaria depositado em uma conta para a menina movimentar somente na idade adulta. A Justiça autorizou que fosse usada uma pequena parte do dinheiro para despesas da criança, mas a maior quantia ficaria em depósito para uso após a maioridade, aos 24 anos.  

O pagamento da ação iniciou em 2019. Até 2018, a menina era criada pelos avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte (2018) o avô faleceu também, passando a garota a ser criada, naquele mesmo ano, pelo pai e pela madrasta. A partir daí iniciou o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.

 

 

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