Os dois adolescentes G.S.S., e G.C.B., de 16 anos, envolvidos na morte do assessor parlamentar Sérgio Barbieri, tiveram suas internações mantidas nesta terça-feira (30), acatando o pedido da polícia. O delegado Eduardo Ribeiro, de Poconé (102 km de Cuiabá), ainda confirmou para o HNT que ambos serão transferidos para uma clínica em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).
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No pedido à Justiça feito pelo delegado Rogério Gomes Rocha, que também atua no caso, ele pondera que a manutenção da detenção dos adolescente é uma garantia para segurança pessoal de outros e manutenção da ordem pública, já que ambos são acusados de participar de um crime de extrema violência.
G.S.S., e G.C.B. são acusados de atos infracionais análogos a ocultação de cadáver, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e latrocínio (roubo seguido de morte). Ambos foram detidos em uma sorveteria após a polícia receber uma denúncia de um veículo furtado na região.
Foi durante a abordagem aos adolescentes que os policiais conseguiram chegar à localização do cadáver do assessor parlamentar. Ao que tudo indica, os menores foram os responsáveis por levar a vítima até o local onde seria executada com pelo menos seis tiros.
Além disso, um dos menores foi quem denunciou a participação do empresário Ezequiel Padilha, apontado por ele como um dos executores do crime.
Ainda na noite desta segunda-feira (29), a Justiça decretou a prisão do empresário, que ainda não foi encontrado e nem se manifestou para se apresentar na delegacia.
DESAPARECIDO
O assessor parlamentar Sérgio Barbiere foi encontrado morto na madrugada de domingo, na Transpantaneira, em Poconé (a 103 km da capital). A vítima era assessor do deputado estadual Valmir Moretto. Ele estava desaparecido desde a manhã de sábado.
A Polícia Civil confirmou que Sérgio Barbiere desapareceu por volta das 8h30, após sair com um homem, morador de Poconé, em um carro Fiat de cor prata. O assessor relatou aos familiares que iriam para Poconé e que retornaria à tarde, o que não aconteceu.
Segundo os investigadores, Barbiere não atendeu às ligações telefônicas e, de forma estranha, passou a responder às mensagens enviadas pela família, dizendo que retornava para casa apenas na terça-feira. Ao verificar a localização do celular, foi descoberto que senha havia sido alterada.
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