Um dos criminosos envolvidos na morte do assessor parlamentar Sérgio Barbiere, de 73 anos, identificado apenas como Gabriel, disse para a polícia no momento de sua prisão que um dos executores do crime é o empresário, Ezequiel Padilha de Souza Ferreira. O corpo da vítima foi encontrado na manhã deste domingo (28) com várias perfurações de tiro, em Poconé (102 km de Cuiabá).
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Segundo o preso, Ezequiel estava armado junto de um comparsa, chamado Weberton, e os dois foram até o monumento de São Francisco, na Estrada-parque Transpantaneira, onde a vítima, levada até o local por adolescentes. Em seguida, disse que só ficou sabendo da execução de Sérgio.
Gabriel levou os policiais até o local onde o corpo da vítima estava escondido no matagal, atrás de uma moita. Foi constatado que Sérgio foi baleada pelo menos seis vezes, um dos disparos dado na cabeça.
Por fim, ele ainda informou o endereço de Weberton, que foi preso em sua casa horas depois do crime. Durante sua prisão, o outro suspeito confirmou a versão de Gabriel e ainda apontou a participação mais um, ainda não identificado, que também foi preso.
O boletim de ocorrência diz que entre os detidos estão cinco adolescentes, sendo que cada um receberia R$ 2 mil para levar a vítima até o local do crime.
Nas redes sociais, Ezequiel negou a sua participação e disse que o suspeito se confundiu com o nome do envolvido, já que ambos possuem um nome parecido.
"Não sei nada deste crime, não de nada deste B.O, eu nem vou para Poconé, não conheço ninguém dos envolvidos", disse Ezequiel.
O caso segue sob investigação.
DESAPARECIDO
O assessor parlamentar Sérgio Barbiere foi encontrado morto na madrugada deste domingo, na Transpantaneira, em Poconé (a 103 km da capital). A vítima era assessor do deputado estadual Valmir Moretto. Ele estava desaparecido desde a manhã de sábado.
A Polícia Civil confirmou que Sérgio Barbiere desapareceu por volta das 8h30, após sair com um homem, morador de Poconé, em um carro Fiat de cor prata. O assessor relatou aos familiares que iriam para Poconé e que retornaria à tarde, o que não aconteceu.
Segundo os investigadores, Barbiere não atendeu às ligações telefônicas e, de forma estranha, passou a responder as mensagens enviadas pela família, dizendo que retornava para casa apenas na terça-feira. Ao verificar a localização do celular, foi descoberto que senha havia sido alterada.
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