Justiça Terça-feira, 29 de Novembro de 2011, 10:00 - A | A

Terça-feira, 29 de Novembro de 2011, 10h:00 - A | A

JURI DO ANO

Defesa aposta nos depoimentos de Árias para inocentar Josino; advogado tenta cancelar sessão

Waldir Caldas vai trabalhar com a tese de negativa de autoria para livrar empresário de ser mais uma vez condenado, dessa vez como mandante do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral

JORGE ESTEVÃO / HÉRICA TEIXEIRA

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

Cerca de 30 policiais federais fazem a segurança do Tribunal do Juri, na Justiça federal em Cuiabá

 

Sob forte esquema de segurança começou neste momento (às 10 horas) o julgamento do empresário Josino Guimarães, acusado de mandar matar o juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado em setembro de 1999, em Concepcion, Paraguai. Ao menos 30 policiais federais estão no prédio da Justiça Federal, em Cuiabá. O julgamento é presidido pelo juiz da 7ª Vara, Rafael Vasconcelos Porto.

Apesar de toda expectativa, poucos estiveram pela manhã no auditório da Justiça Federal, na Avenida Rubens de Mendonça. Havia cerca de 80 pessoas no local do julgamento quando a sessão foi iniciada.

O julgamento vai ser marcado pelo embate entre o advogado de defesa, Waldir Caldas, um dos mais experientes criminalistas de Mato Grosso, e a acusação, que é feita pelo procurador da República em Mato Grosso Douglas Santos Araújo. A Justiça Federal prevê que o julgamento dure 4 dias.

O advogado Waldir Caldas, antes do início da sessão, já demonstrava o que faria para inocentar Josino Guimarães. Segundo ele, em hipótese alguma o empresário mandou matar o juiz Leopoldino. “Agora, tudo é atribuído a ele (o empresário)”, afirmou Caldas.

Waldir Caldas disse que vai usar a tese de negativa de autoria. E um dos fatores que vai levá-lo a sustentar a tese é o fato de os depoimentos da ex-escrevente Beatriz Árias, condenada em 2001 a 12 anos de prisão por fraude processual, serem contraditórios. A pena está sendo cumprida em regime semiaberto.

Segundo Waldir Caldas, Beatriz disse em um segundo depoimento à Polícia Federal que foi ela quem planejou, junto com o tio Marcos Peralta, a execução do juiz. Peralta morreu em fevereiro de 2005, no Paraguai, onde cumpria prisão.

O procurador da República Douglas Santos Araújo mandou a assessoria de imprensa avisar que não falaria sobre o assunto.

Sete jurados irão atuar no Tribunal do Júri, que foram sorteados por uma criança. O julgamento, por ritual normal, começa pelos depoimentos das cinco testemunhas de acusação e em seguida oitivas das duas testemunhas do juízo.

Depois começam debates entre defesa a acusação, sendo 1h30 para cada um. Em seguida começam réplica e tréplica, que são as alegações finais.

ATUALIZAÇÃO ÀS 10H40

A banca de advogados da defesa de Josino Guimarães acaba de pedir o cancelamento do juri. Eles alegam que a cobertura da imprensa sobre o julgamento está prejudicando seu cliente. O Ministério Público discordou da posição da defesa, e houve um princípio de bate-boca entre o advogado Waldir Caldas e o Procurador da República Douglas Araújo. Com isso, o juiz que preside a sessão, Rafael Vasconcelos Porto, suspendeu o julgamento para tentar um acordo entre defesa e acusação.

ATUALIZAÇÃO ÀS 11H

O juiz Rafael Vasconcelos indeferiu o pedido da defesa de Josino e reiniciou o julgamento do empresário com os sorteio dos jurados.

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