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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011, 19h:50

Percival Muniz afirma que “bomba” estouraria a qualquer momento

Deputado estadual pelo PPS diz que participou de reunião na AL, onde empresários mostraram projeto cm um preço e depois apareceu com valores maiores

PAULO COELHO

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

 

Para o oposicionista Percival Muniz (PPS), “essa bomba (fraude no Ministério das Cidades) iria estourar um dia”, mas se mostrou surpreso com a rapidez da denúncia. O socialista citou uma reunião ocorrida na Assembleia Legislativa entre o Colégio de Líderes e os técnicos do VLT (representantes empresariais) onde foi feito um demonstrativo de funcionamento e sobre os equipamentos usados nessa tecnologia.

“Eu lembro que peguei até cópia de um documento que eles distribuíram e tudo, tudo dava 605 mihões de reais, daí a primeira reunião onde eles começaram a passar a ideia de que a diferença do BRT para o VLT, financeiramente não era tão grande e as vantagens do VLT seriam maiores, só que algum tempo depois esse valor já foi para mais de 1 bilhão de reais”, disse Percival Muniz, alertando que esse é mais um grande problema para o governo ter que explicar. “Quando eu vi a alteração disse: isso vai dar problema e agora está se confirmando”, completou.

PUBLICAÇÃO

Para efeitos legais, o Governo do Estado publicou no último dia 21 de novembro, no Diário Oficial, a Lei 9647 que autoriza o Poder Executivo a contratar operações de crédito perante à Caixa Econômica Federal (CEF), no valor de R$ 740 milhões para a instalação do VLT na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

A esse valor se somarão a outros R$ 400 milhões já previstos anteriormente, cujo destino seria as obras do BRT, preterido pelo VLT.

Conforme o chefe da Casa Civil, José Lacerda, a obra será construída sob a luz do Regime Difrenciado de Contratações Públicas (RDC) e que o processo licitatório transcorrerá normalmente.

“Não há nenhuma chance de haver dispensa de licitação, será uma concorrência de regime de licitação integrada, conforme o Artigo 74 do RDC”, disse ao HiperNotícias, o secretário-adjunto Executivo da Secretaria Extraordinária da Copa, Maurício Guimarães, acrescentando que a principal diferença entre o RDC e a lei das licitações (8666) diz respeito a prazos, o que “não pressupõem dispensa de licitação”.