"É impossível acreditar em um treinador que não ganha. Não tem que acreditar. Eu tenho que demonstrar, tenho que ganhar jogos para que acreditem. Tenho que ganhar o próximo jogo para que o torcedor comece a acreditar. As minhas palavras não servem para nada", afirmou o comandante em tom de desabafo.
Nas quartas de final da Copa do Brasil, o Inter empatou o primeiro encontro em 0 a 0 e acabou derrotado na segunda partida. O revés para o maior rival, estimulado pela grande rivalidade entre os dois clubes, parece não ter sido assimilado pelo profissional uruguaio.
"Sentimento de merda, um golpe duro, o mais duro do ano, perder para o rival. Sentimento ruim, não dá para evitar. Na vida sempre há momentos ruins. Hoje foi para todos nós. Agora é 100% no Brasileiro, não temos mais nada para pensar", disse o treinador.
No Nacional, o time vive uma situação extremamente delicada. A equipe ocupa a 18ª posição com 25 pontos, está na zona de rebaixamento e precisa iniciar uma reação urgente em meio à pressão que toma conta do clube. O próximo compromisso do conjunto vermelho está marcado para este domingo, em Porto Alegre, diante do Santos. Na cabeça do treinador, a vitória precisa acontecer. "Não temos desculpa. O que está acontecendo é que não estamos ganhando. No próximo jogo, temos que vencer", sentenciou.
Após o clássico, o presidente Alessandro Barcelos se pronunciou sobre a situação do treinador. Uma nova derrota, no Sul, pode significar o fim do ciclo do uruguaio no Inter. "Precisamos reconhecer que não está sendo suficiente , que o momento é extremamente difícil, e que precisamos reaglutinar, porque são 13 partias até o final desse campeonato".
(Com Agência Estado)
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