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Esportes Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 17:00 - A | A

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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 17h:00 - A | A

'Não sou bandida', diz Tifanny sobre banimento de mulheres trans pela CBV

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Tifanny Abreu, ponteira do Osasco, marcou presença no lançamento da nova temporada da Superliga, em evento que ocorreu durante a COB Expo, em São Paulo, nesta quinta-feira, 1º. A jogadora de 41 anos detonou a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de proibir mulheres trans de atuarem na competição.

"É um momento muito difícil, porque ao mesmo tempo que a gente tem que estar focado no nosso treinamento diário, em estar competindo, tem que ouvir isso no meio de uma temporada não é fácil, não é fácil. É como a gente tivesse... como se eu fosse uma bandida, e eu não sou bandida. Sou uma atleta, uma atleta que inspira muitas pessoas."

Em agosto, a entidade divulgou uma nova política de elegibilidade que determina que os torneios nacionais da categoria feminina sejam exclusivos para as atletas que possuem o sexo biológico feminino. A medida está alinhada com os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

Diante deste cenário, Tifanny está impossibilitada de participar da temporada 2026/27 da Superliga, por não ter nascido com o sexo biológico feminino. Ela atua no Osasco desde 2021 e possui um título da competição, além de quatro Campeonatos Paulistas, um vice-campeonato no Sul-Americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes.

"Eu sinto desprezo, sinto uma falta de empatia muito grande. Raiva eu acho que é um sentimento que as pessoas não deveriam carregar dentro do coração delas, a gente deveria carregar amor. Faltou muita empatia com o ser humano, com a atleta, com o clube e principalmente com todas as pessoas que se inspiram em mim no esporte", completou a ponteira.

(Com Agência Estado)

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