Carneiro, autor do pedido de abertura do inquérito policial que está em andamento, atuou também nas investigações da Máfia do Apito e na apuração do escândalo de lavagem de dinheiro na parceria entre Corinthians e MSI, entre 2006 e 2007. Assim como Ramadan, tem vasta experiência no combate ao crime organizado.
O São Paulo e a gestão do presidente Julio Casares entraram na mira das autoridades depois de uma denúncia anônima que desencadeou diferentes frentes de investigação. O ponto inicial foi o vazamento de um áudio que revelava um esquema clandestino de comercialização de um camarote no MorumBis em noites de shows.
Mara Casares e Douglas Schawrtzmann, diretores flagrados na gravação, se afastaram dos cargos. O Ministério Público de São Paulo pediu a abertura de um inquérito policia, enquanto o São Paulo abriu sindicâncias (interna e externa) para apuração.
Em paralelo, a Polícia Civil de São Paulo passou a investigar diretores por supostos desvios de verba em vendas de atletas do clube. Ao todo, 35 saques em dinheiro vivo das contas do São Paulo que somam R$ 11 milhões são alvos de investigação.
A apuração chegou a empresas terceirizadas que prestam serviço ao clube. A Off Side, empresa responsável pela logística em jogos de times da Série A, é apontada como possível laranja no inquérito da Polícia Civil. A investigação mira a diretores são-paulinos. Off Side, São Paulo, Carlos Belmonte e Rui Costa, citados pela Polícia, negam irregularidades.
Os escândalos criaram tensão na gestão são-paulina e possibilitaram que a oposição se fortalecesse para pedir o afastamento de Casares e visar a eleição de 2026.
A defesa de Casares, representado pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, diz que "todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do Coaf, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira."
(Com Agência Estado)
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