"Seria imprudente da minha parte dizer agora que o futebol profissional estará de volta antes do verão", afirmou Salvador Illa em um pronunciamento feito neste domingo. "Continuaremos a monitorar a evolução (do vírus) e as diretrizes que apresentaremos indicarão como diferentes atividades podem retornar a uma nova normalidade", pontuou.
A Espanha está sem futebol desde 12 de março, dois dias antes de o governo adotar medidas de bloqueio como forma de conter o avanço da covid-19. A doença deixou mais de 23 mil mortos no país, que chegou a ser o epicentro da pandemia no mundo e é, atualmente, o segundo com mais casos, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O confinamento rigoroso no território espanhol foi prorrogado até 9 de maio.
LaLiga, responsável pela primeira e segunda divisões do Campeonato Espanhol, já havia dito que o torneio não seria retomado antes do final de maio e o prefeito de Madri, José Luiz Martinez-Almeida, assegurou arenas vazias na capital ao menos até o fim do verão.
As autoridades de saúde do governo, lideradas por Illa, têm a palavra final para autorizar o retorno de atividades esportivas que reúnam grupos de pessoas e apresentem um risco coletivo de contágio.
Illa também pareceu diminuir as expectativas de que os jogadores de futebol fossem testados para o vírus, já que a liga espanhola quer que sejam realizados exames nos atletas diariamente assim que os treinamentos forem retomados.
"Existe uma ordem ministerial em vigor para todos os diferentes grupos, incluindo o futebol profissional", disse Illa. "Os testes devem ser colocados à disposição das autoridades regionais, independentemente do tipo de teste. E caberá a eles decidir. Nós devemos ter uma estratégia comum. Todos nós devemos seguir na mesma direção", acrescentou.
Clubes e entidades apararam arestas e têm mantido conversas com o objetivo de traçar um plano para o retorno do futebol. No entanto, ainda não há sequer um cronograma definido para o reinício dos treinamentos. Alguns jogadores também criticaram o plano da liga de testá-los devido à escassez de testes para a população espanhola e também porque os exames não são recomendados pelas autoridades para pessoas que não apresentam sintomas da doença.
(Com Agência Estado)
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