Uma denúncia levou o promotor de Justiça Roberto Aparecido Turin, do Ministério Público Estadual (MPE), a instaurar um inquérito para apurar sob quais circunstâncias foi feita a compra do Estádio Municipal Presidente Eurico Gaspar Dutra, o "Dutrinha", pela Prefeitura de Cuiabá.
O MP quer saber se houve irregularidade na transação e se de fato a compra teria sido feita sem realização de licitação. Na época da venda para a prefeitura, quem estava no comando do Executivo Municipal era o prefeito em exercício - hoje presidente da Câmara de Cuiabá -, vereador Júlio Pinheiro (PTB), que desapropriou o Dutrinha e o repassou ao comando da prefeitura por decreto.
Nessa negociação, a Prefeitura de Cuiabá pagou em julho do ano passado para a Federação Mato-grossense de Futebol, o montante de R$ 3,5 milhões, sendo R$ 1 milhão para quitar das dívidas que o estádio tinha, para com a Federação Mato-grossense de Futebol.
O decreto teria sido justificado por Júlio Pinheiro como soluçâo para preservar o estádio já que credores tentavam arrolá-lo como pagamento da dívida da Federação com eles.
Mayke Toscano/Hipernoticias Na época da venda para a prefeitura, quem estava no comando do Executivo municipal era o prefeito em exercício que é presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro(PTB) que desapropriou o Dutrinha e o repassou ao comando da prefeitura por decreto

Na tarde da última quinta-feira o promotor responsável pelo inquérito civil aberto no mês de dezembro do ano passado, Roberto Turin, disse que não foi encontrado nenhum tipo de irregularidade na negociação do Estádio Eurico Gaspar Dutra. O promotor disse ainda que, por enquanto, todo processo de desapropriação da área, onde ainda funciona a sede da federação, está dentro da legalidade.
"Por enquanto não encontramos nenhuma irregularidade na venda do "Dutrinha". A prefeitura tem nos atendido, enviando toda a documentação da negociação. O que posso dizer é que todos os trâmites foram cumpridos até o presente momento", disse Turin, ressaltando que parte do inquérito está bem encaminhado.
"Daqui dois ou três meses iremos concluir este trabalho", complementou, afirmando que se for encontrado algum tipo de irregularidade será aberta uma investigação mais profunda.
Oposicionista, o vereador Lúdio Cabral (PT), hoje candidato a prefeito da capital mato-grossense, foi quem provocou o MPE no final do ano passado a abrir o inquérito civil para analisar todo o procedimento de venda do estádio. No entendimento do parlamentar petista, o projeto de desapropriação, que passou pela aprovação da Câmara Municipal, não estaria dentro do que manda a legislação.
Mayke Toscano/Hipernoticias O presidente da Federação de Futebol, Carlos Orione, na época afirmou que a negociação cumpriu todas às exigências feitas pela Justiça

De acordo com o promotor público, o inquérito irá apontar se a Prefeitura de Cuiabá cumprirá todos os requisitos quando se trata de desapropriação. "O MPE quer saber se a prefeitura cumprirá tudo o que foi acordado e está no documento de desapropriação e qual a destinação que dará ao local", destacou.
Aposentado do MPE, o presidente da Federação de Futebol, Carlos Orione, na época afirmara que a negociação cumpriu todas as exigências feitas pela Justiça. Com o dinheiro da venda do Dutrinha, o dirigente quitou dívidas da entidade que preside por muito tempo junto ao Governo Federal, como o INSS.
Convidado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a acompanhar o Brasil nos Jogos Olímpicos, Carlos Orione encontra-se em Londres. O vice-presidente da entidade, João Carlos Oliveira, afirmou que só Orione está autorizado a comentar sobre a venda do "Dutrinha" à Prefeitura de Cuiabá. O Governo do Estado chegou a ter interesse na aquisição do "Dutrinha" para transformá-lo em Centro de Treinamento ao Mundial de 2014.
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