De acordo com Massis Jr, "Trata-se de uma tentativa de prejudicar um processo estruturado, conduzido ao longo de mais de quatro meses, com análise das áreas responsáveis e submissão às instâncias competentes de governança do São Paulo Futebol Clube".
Segundo o presidente do São Paulo, o material apresentado pela NewC consistia em uma apresentação preliminar sobre uma possível estrutura financeira ligada ao estádio, sem uma proposta formal e detalhada ou garantia de captação dos R$ 500 milhões mencionados. Ele diz que o processo em discussão tinha como objeto exclusivamente o contrato relacionado à Ticketmaster, e não a negociação de ativos imobiliários ou do direito de superfície do MorumBis.
O mandatário diz também o clube solicitou mais informações à empresa em diversas ocasiões, mas não recebeu uma proposta completa que pudesse ser comparada às demais participantes da concorrência.
"Causa estranheza, ainda, que somente agora representantes da NewC tenham passado a assumir diretamente a comunicação sobre o tema, inclusive com o envio de e-mails ao Conselho Deliberativo, quando, durante o processo, essa interlocução foi conduzida por terceiros."
"É igualmente preocupante que uma empresa multinacional dinamarquesa tente reverter, por meio de pressão política e institucional, o resultado de uma concorrência na qual sua proposta foi amplamente superada pela de outra participante."
Antes da nota divulgada nesta quarta-feira, Harry Massis Jr defendeu em um áudio vazado que o clube fechasse o acordo com a Ticketmaster para honrar compromissos com o elenco.
"Agora eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do Conselho Deliberativo colocar na pauta para ser votado(o contrato), porque, se segurar e não for votado, nós não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada, entendeu? Então tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e daí recai sobre a minha pessoa", diz a gravação.
A proposta prevê uma antecipação de R$ 140 milhões da empresa ao clube. O valor seria um empréstimo, devolvido em cinco anos, com correção monetária. O São Paulo enfrenta atrasos no pagamento de direitos de imagem dos jogadores e pretende usar a quantia para quitar os débitos.
LEIA O COMUNICADO NA ÍNTEGRA
O Presidente da Diretoria Executiva do São Paulo Futebol Clube repudia veementemente a postura do Presidente do Conselho Deliberativo e da NewC, empresa derrotada no processo de escolha da nova tiqueteira do MorumBIS.
Trata-se de uma tentativa de prejudicar um processo estruturado, conduzido ao longo de mais de quatro meses, com análise das áreas responsáveis e submissão às instâncias competentes de governança do São Paulo Futebol Clube.
Após aprovação unânime pelo Conselho de Administração, a proposta da Ticketmaster foi encaminhada ao Conselho Deliberativo, no dia 27 de agosto, para análise e deliberação. Ontem, o Presidente do Conselho Deliberativo decidiu instaurar uma comissão formada por três membros identificados com a oposição e apenas um integrante da situação, estabelecendo evidente desequilíbrio em sua composição e criando mais uma etapa que, na prática, retarda a apreciação do contrato.
Durante todo o processo, nenhum participante questionou as regras do edital da concorrência, que recebeu seis propostas de diferentes empresas. Lamentamos que essas indagações tenham surgido somente após a escolha da Ticketmaster, cuja proposta apresentou, de forma inequívoca, as melhores condições para o São Paulo Futebol Clube.
É fundamental esclarecer que o processo não tinha como objeto a negociação de ativos imobiliários ou do direito de superfície do MorumBIS.
A suposta segunda "proposta", divulgada como uma operação de até R$ 500 milhões, não consistiu em uma oferta formal dessa natureza. O material apresentado pela NewC limitava-se a um conjunto de slides com uma ideia preliminar envolvendo uma estrutura financeira vinculada ao estádio.
O São Paulo Futebol Clube rejeita a tentativa de apresentar um projeto embrionário como se fosse uma proposta diretamente comparável dentro da mesma concorrência.
O MorumBIS pertence ao São Paulo Futebol Clube. Qualquer operação envolvendo um patrimônio dessa magnitude exige análise rigorosa, segurança jurídica e absoluta proteção dos interesses da instituição.
A estrutura apresentada previa a participação da Lu Arenas, empresa presidida por Bruno Balsimelli. O PowerPoint sugeria a criação de uma operação financeira por meio de fundo de investimento imobiliário que poderia levantar ATÉ R$ 500 milhões, sem qualquer garantia de que esse montante seria efetivamente alcançado.
Além disso, o modelo envolveria receitas futuras do Clube e o Estádio do MorumBIS, nossa casa e um de seus principais ativos patrimoniais.
Por diversas vezes, a Diretoria solicitou que a NewC apresentasse formalmente uma proposta completa e detalhada sobre essa operação. Isso nunca ocorreu.
Em vez de conduzir o tema exclusivamente pelos canais institucionais, representantes ligados à Lu Arenas optaram por pressionar o Clube e promover a circulação de informações que não correspondem aos fatos.
Também é necessário que o torcedor conheça o histórico da Lu Arenas e as controvérsias públicas relacionadas à sua atuação. Entre elas está a extinção da concessão da Arena Independência pelo Governo de Minas Gerais, que declarou a caducidade do contrato por descumprimento de obrigações da concessionária. Segundo comunicado oficial do próprio Governo de Minas, a empresa deixou de repassar ao poder público, desde 2015, valores que já somavam aproximadamente R$ 36 milhões.
A participação da Lu Arenas também foi apontada pela área de Compliance do Clube como um obstáculo à continuidade das negociações.
Causa estranheza, ainda, que somente agora representantes da NewC tenham passado a assumir diretamente a comunicação sobre o tema, inclusive com o envio de e-mails ao Conselho Deliberativo, quando, durante o processo, essa interlocução foi conduzida por terceiros.
É igualmente preocupante que uma empresa multinacional dinamarquesa tente reverter, por meio de pressão política e institucional, o resultado de uma concorrência na qual sua proposta foi amplamente superada pela de outra participante.
O São Paulo Futebol Clube entende, de forma definitiva, que a proposta apresentada pela Ticketmaster, uma das maiores empresas globais do setor de ingressos, atende aos requisitos estabelecidos pelo Clube, contempla investimentos garantidos, oferece segurança jurídica à instituição e tem potencial para ampliar as receitas de bilheteria e do programa de sócio-torcedor, além de aprimorar significativamente o serviço prestado aos são-paulinos.
Estamos certos de que os membros do Conselho Deliberativo cumprirão sua missão de defender os interesses do São Paulo Futebol Clube e preservar a instituição de disputas políticas e manobras de natureza eleitoral.
O patrimônio, a reputação e o futuro do São Paulo Futebol Clube devem estar acima de interesses individuais, empresariais ou circunstanciais.
(Com Agência Estado)
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